Quinta-feira, 31 de Março de 2011

O Hospital de Valpaços, administrado pela Santa Casa, encerrou a 11 de janeiro por falta de acordo com a Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte e os cerca de 40 funcionários ficaram sem emprego.

Os manifestantes, que na última concentração se exaltaram e arrombaram os portões da Santa Casa, encontraram hoje os portões fechados a cadeado e um maior reforço policial.

Uma das funcionárias, Guilhermina Ribas, disse à Lusa estar cansada desta situação e desta incerteza porque "nada tem sido feito, e os trabalhadores continuam sem ser reintegrados".

Aliás, acrescentou, a situação está a tornar-se cada vez mais complicada: "estamos desde janeiro sem vencimento, pelo que muitos de nós tiveram de recorrer às suas famílias".

"Neste momento, estamos sem expetativas e não sabemos como vamos pagar as nossas despesas sem receber os salários em atraso", referiu outro funcionário, Vítor Teixeira.

Vítor disse ainda que os funcionários estão a "reclamar" o que é deles e o que ficou decidido em tribunal.

Na providência cautelar interposta pela Misericórdia para gerir o hospital, deferida a seu favor, lê-se que a entrega da gestão da Lusipaços à Santa Casa prevê a transferência dos "contratos celebrados com os seus trabalhadores (...) com vista a, de imediato, assegurar a continuação dos mesmos quadros como trabalhadores da requerente".

Segundo os funcionários, no dia 15 de março, em audiência de tribunal, ficou esclarecido que a Misericórdia teria "uma semana" para pagar o salário de janeiro e um mês para regularizar a situação dos trabalhadores.

O provedor da Santa Casa, Eugénio Morais, em declarações aos jornalistas frisou que não deu cumprimento à decisão do tribunal porque a Lusipaços, antiga administradora do hospital, entrou em insolvência.

"Legalmente não podemos movimentar o dinheiro porque tem que ser entregue à massa insolvente", disse, acrescentando que não pode readmitir os funcionários porque "o hospital está fechado por falta de acordo com a ARS Norte".

A ARS Norte afiançou, a 23 de fevereiro, que iria celebrar um novo acordo com a Misericórdia desde que "estivessem concluídas as obras necessárias".

A Lusa contactou a ARS Norte que referiu prestar declarações "mais tarde".

Os manifestantes dirigiram-se à Câmara de Valpaços para falar com o presidente que afirmou que "tudo o que era possível fazer já foi feito".

Posteriormente, queriam concentrar-se frente à residência do provedor para "obter" esclarecimentos, mas a GNR avisou que não era possível porque a manifestação só estava autorizada frente ao hospital.

fonte: lusa


 

 



publicado por AJREIS às 14:12
Domingo, 27 de Março de 2011

Os cerca de 40 funcionários do Hospital de Valpaços, encerrado a 11 de Janeiro, vão manifestar-se esta Segunda-feira (28 de Março), pelas 9 horas frente à unidade de saúde, em reclamação pelos seus postos de trabalho e salários em atraso.
O Hospital de Valpaços, administrado pela Santa Casa, encerrou por falta de acordo com a Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte e os cerca de 40 funcionários ficaram sem emprego e “na dúvida” quanto ao seu futuro profissional.
No mês de Fevereiro, os trabalhadores e a população local manifestaram-se durante três dias frente à unidade hospitalar “exigindo” a sua reabertura e a reintegração dos funcionários.
A ARS Norte, a União das Misericórdias, a Santa Casa e a Câmara de Valpaços reuniram, a 23 de Fevereiro, e ficou a garantia por parte da ARS Norte da celebração de um novo contrato com a Misericórdia desde que “fossem concluídas as obras necessárias” no hospital.
Contudo, o Hospital de Valpaços continua encerrado e os funcionários sem emprego e com os salários em atraso desde Janeiro.
“Esta situação está a tornar-se insustentável e a complicar-se cada vez mais, não temos qualquer fonte de rendimento. Por isso, estamos a sensibilizar a população a juntar-se aos trabalhadores na Segunda-feira porque a luta é de todos, a reabertura do hospital é fundamental para os cidadãos. adiantou à Lusa um dos funcionários, Vítor Teixeira, que adiantou ainda que “a 15 de Março ficou esclarecido, em audiência de tribunal, que a Misericórdia teria um mês para regularizar a situação dos trabalhadores e uma semana para pagar o vencimento de Janeiro, mas a Misericórdia ainda não o efectuou”.
O provedor da Misericórdia, Eugénio Morais, afirmou à Lusa que “esta situação não é verdadeira, pois os trabalhadores são da Lusipaços e não da Santa Casa. Além disso, não podemos contratar os funcionários porque a ARS Norte ainda não estabeleceu novo acordo com a Misericórdia, apesar das obras estarem concluídas. A reabertura do hospital não depende de nós”.

Jornal Norte/Lusa



publicado por AJREIS às 22:28
Domingo, 13 de Março de 2011

O Tribunal Judicial de Valpaços decretou prisão preventiva para homem detido na quinta-feira, em Valpaços, por suspeitas de tráfico de estupefacientes.

 

Ao  homem de 34 anos, natural de Valpaços, foi imputado o crime de tráfico de estupefacientes.

Terminado o interrogatório judicial, o detido foi encaminhado pelas  autoridades para o Estabelecimento Prisional de Chaves onde vai permanecer até julgamento.

O homem foi detido na quinta-feira, pelo Núcleo de Investigação Criminal da GNR de Chaves no âmbito de uma operação de combate ao tráfico de droga.

No decorrer das diligências, foram-lhe apreendidas 207 doses de heroína, 357 euros, um motociclo, uma balança digital de precisão utilizada na pesagem dos produtos, vários utensílios para manuseamento da droga, três telemóveis e cartuchos.

A 28 de Setembro de 2010, o suspeito foi identificado pelas autoridades na posse de 151 doses de heroína. 

Segundo fonte da GNR, citada pela agência Lusa, o detido estava já referenciado pelas autoridades pela prática do mesmo crime, tendo mesmo cumprido pena de prisão em Portugal e Espanha. 

fonte CM



publicado por AJREIS às 14:02
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