Sexta-feira, 06 de Novembro de 2009
 
Ao simular um pedido de crédito, uma mulher de Valpaços descobriu que já existia outro crédito em seu nome. De 14500 euros e para a compra de um carro. Os documentos usados são falsos. O banco diz que agiu de "boa-fé".

Porque o carro que possuem já é muito velho, Lídia Cunha, e o marido, residentes em Carrezedo de Montenegro, decidiram comprar uma carrinha em segunda mão. "Estávamos a pensar fazer um crédito de uns cinco mil euros, que nunca ultrapassasse os 150 euros mensais, para não passarmos fome", diz.

Lídia, de 31 anos, é funcionária há 14 no lar de idosos de Carrazedo de Montenegro, da Misericórdia de Valpaços. Ganha o salário mínimo nacional. O marido recebe outro tanto. E têm dois filhos, de 13 e 4 anos. Quando o funcionário do banco introduziu os dados para proceder à simulação da operação bancária veio a surpresa. O casal foi informado que Lídia tinha já a seu cargo um empréstimo para a compra de uma viatura no Santander Consumer. Lídia diz que ficou para "morrer".

No entanto, a funcionária do lar de Carrazedo só ficaria a conhecer os pormenores da "burla" quando requereu o contrato do crédito, que garante a pés juntos nunca ter feito. Nas cópias dos documentos anexos ao contrato, a declaração de rendimentos apresentada, onde consta o seu nome, embora sem o apelido do marido (Cunha), dá-a como escriturária de uma empresa de limpeza do Porto, a auferir 911,50 euros mensais. "Quem me dera a mim", desabafa.

Para comprovar a morada da peticionária, foi apresentado uma factura/recibo de água, em Rio Tinto (Gondomar). Na cópia do Bilhete de Identidade, Lídia aparece como sendo divorciada e sem o apelido do marido, quando no seu BI o seu estado civil é casada.

"Não consigo perceber. As únicas vezes que fui ao Porto foi para acompanhar a minha mãe ao IPO, não perdi os documentos, não entendo como é que um banco pode fazer um crédito sem nunca me ter visto", diz Lídia, que, em Julho do ano passado, esteve na iminência de ver penhorado um terço do seu vencimento, depois de a Santa Casa da Misericórdia de Valpaços ter sido notificada nesse sentido. Lídia reclamou. Mas ainda não recebeu qualquer resposta.

Queixa-crime

De acordo com o contrato do crédito, o veículo terá sido adquirido num stand de Melres (Gondomar). Lídia teria que pagar a dívida em 84 prestações de 279,75 euros. Numa carta enviada a Lídia, o Banco Santander Consumer explica que aceitou a celebração do contrato, "após análise cuidada de todos os elementos fornecidos" e que o contrato foi assinado com "assinatura conforme o BI" e que, por isso, "de boa fé, o Banco Santander Consumer Portugal SA pagou o preço do veículo".

Em declarações ao JN, por mail, o banco referiu que já aconselhou Lídia Cunha a "apresentar uma queixa-crime junto das autoridades, com vista a averiguar eventual crime de burla e de falsificação de documentos".

 

Fonte: Jornal de Noticias



publicado por AJREIS às 08:59
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