Quinta-feira, 19 de Janeiro de 2012

Uma ameaça de bomba obrigou, esta tarde, à evacuação do edifício onde funciona a conservatória do registo civil e o tribunal de Valpaços.

 
 
Ameaça de bomba obriga à evacuação do edifício da conservatória e tribunal
Tribunal de Valpaços
 

Segundo a fonte, um funcionário da conservatória do registo civil recebeu uma chamada telefónica denunciando a existência de uma bomba no interior do edifício.

Avisadas as autoridades, as instalações da conservatória do registo civil e do tribunal de Valpaços, que funcionam no mesmo edifício, foram evacuadas e as actividades em curso suspensas.

Posteriormente, os militares da GNR accionaram um cordão de segurança junto às instalações impedindo a entrada no edifício e a circulação do trânsito.

No local esteve uma equipa de inactivação de explosivos da GNR de Vila Real a fazer buscas e a apurar a veracidade da ameaça, mas não foram encontrados sinais da presença de engenhos explosivos.

Esta situação, segundo fonte desta força policial, não é "virgem", dado que, não é a primeira vez que existem ameaças de bombas que não se concretizam.

 

Fonte JN



publicado por AJREIS às 21:59
Sábado, 22 de Outubro de 2011

Azeite de Trás os Montes e Douro no Top 20 mundial

Azeite de Trás os Montes e Douro no Top 20 mundial

O Azeite de Trás os Montes e do Douro está entre os 20 melhores do mundo, tendo obtido a distinção pelo Guia Flos Olei 2012 – Guia dos Melhores Extra Virgens do Mundo. Os olivicultores distinguidos foram a Cooperativa dos Olivicultores de Valpaços e a Casa Agrícola de Produção de Azeite João Batista Pinheiro Paulo.

A Cooperativa de Olivicultores de Valpaços recebeu a classificação “Feito com Amor/ Il Frantoio del Cuore”. A Casa Agrícola de João Batista Pinheiro Paulo obteve a distinção de “Melhor Azeite Virgem Extra Qualidade/Preço”.

No Guia Flos Olei 2012, elaborado pelo enólogo e gastrónomo Marco Oreggia, também foram selecionados 12 azeites de Trás-os-Montes e Douro entre os 17 portugueses presentes na edição do guia de 2012.

Os resultados conseguidos pelos produtos portugueses “demonstram a qualidade da produção regional, o esforço dos produtores para garantirem a qualidade e premeia as boas práticas desenvolvidas na região mesmo pelas grandes unidades como a Cooperativa de Olivicultores de Valpaços”, afirma a Associação dos Olivicultores de Trás-os-Montes e Alto Douro (AOTAD) em comunicado.

Também em 2010 o Azeite de Trás-os-Montes João das Barbas ficou classificado entre os 20 Melhores e a AOTAD foi galardoada com o Premio Cristina Tiliácos.

Já em 2005 o Azeite de Trás-os-Montes Romeu ficou classificado entre os 15 Melhores no Guia do Extra virgem.

O responsável pelo guia, Marco Oreggia, a convite da AOTAD visitou, em março de 2011, a região de Trás-os-Montes e Alto Douro, onde ficou a conhecer pormenorizadamente a região e os seus azeites.



publicado por AJREIS às 14:11
Sábado, 01 de Outubro de 2011

Casal rouba carro de padre

Um jovem casal de namorados – ela de 16 anos e ele de 19, que recentemente saiu de casa dos pais para viver juntos – furtou o carro do padre Manuel Alves, de Valpaços, durante o fim-de-semana. Ontem de madrugada foram apanhados pela GNR de Chaves a passear no Volkswagen. O veículo vai ser restituído ao pároco – que durante o Verão proibiu uma jovem de assistir à missa por usar uma camisola de alças.

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publicado por AJREIS às 23:17
Sexta-feira, 15 de Julho de 2011

 

A leveza e a determinação com que Assunção Esteves entra no hemiciclo é consistente com o seu lema de vida. Mulher de fortes convicções, espírito livre e independente, adepta fervorosa do federalismo europeu. É, aos 54 anos, presidente da Assembleia da República - e fica duplamente para a História: é a primeira mulher a assumir tão elevado cargo e já tinha sido a primeira juíza do Tribunal Constitucional.

Reúne consensos em todos as alas políticas, da esquerda à direita. Acredita em Deus, defendeu o ‘sim' no referendo sobre a interrupção da gravidez e encara a sua missão como uma espécie de sacerdócio. "A política é uma coisa boa e as pessoas estão à espera que isto resulte. Esperamos todos. As coisas mais bonitas que fiz na minha vida foram na política", diz à Domingo.

Transmontana de gema

Em criança, nas ruas de Valpaços (Trás-os-Montes), saltava à corda e jogava à macaca; e em casa, à noite, tantas vezes o pai acordava, via uma luz acesa, e era a "Mariazinha" a estudar. Mas brincadeiras não faltavam. À hora da refeição, as três irmãs escondiam-se: o pai sentava-se à mesa, sentia um toque nas pernas e encontrava uma delas escondida ali debaixo. Atrás da porta estava outra e mais uma debaixo da cama.

"Quando me casei disse à minha esposa que iríamos formar todos os filhos que tivéssemos. Mas quando nasceram as minhas [três] filhas, fiquei decepcionado porque era apaixonado pela política e, naquela altura, as raparigas tinham alguma dificuldade em seguir a política e ir para a universidade", conta Manuel Esteves, pai da segunda figura do Estado português. "A minha filha [Maria Assunção Esteves] alcançou aquilo que eu sonhei para elas".

Filha do alfaiate Manuel António Esteves, hoje com 85 anos, e de Maria Efigénia de Sousa Andrade, 89, Maria da Assunção Andrade Esteves nasceu a 15 de Outubro de 1956 numa casa pequena na rua Heróis do Ultramar, em Valpaços.

Para lá do Marão ficaram também as raízes de outros contemporâneos de Assunção Esteves. Um jovem de cabelo comprido, chapéu de aba larga, camisa de flanela e calças boca--de-sino, ‘Zé Manel' (José Manuel Durão Barroso), o presidente da Comissão Europeia, que aos 18 anos entra para o curso de Direito, ao mesmo tempo que nasce para a política com a alcunha de ‘Veiga', inspirada na aldeia transmontana de Veiga de Lila, terra da família paterna. O avô foi monárquico, exilado no Brasil com a República, e nomeado por Salazar presidente da Câmara de Valpaços. Como diria Miguel Torga, no "Reino Maravilhoso" (Trás-os-Montes) passaram ainda a infância ‘Zézito' (José Sócrates, anterior primeiro-ministro) e ‘Pedrinho' (Pedro Passos Coelho, actual primeiro-ministro): o primeiro por vezes vestia-se de rei nas festas de Vilar de Maçada, Alijó; o segundo brincava aos soldados em Vale de Nogueiras, Vila Real.

A política é comum a todos eles. Maria Assunção foi levada para o PSD pela mão do pai, um dos três fundadores da sede do partido em Valpaços. "Sempre que Sá Carneiro ia a Chaves, logo a seguir ao 25 de Abril, nós íamos também", conta o pai, referindo-se a ele, à mulher e às três filhas, três Marias - em homenagem à avó paterna. Maria Assunção Esteves, ainda adolescente e militante da JSD, "preparou um discurso para o líder do então PPD/PSD. Foi até a primeira pessoa a falar" - prossegue o pai. "Depois do jantar, ele discursou e disse que tinha sido preciso ir a Chaves para ouvir as palavras de uma jovem a quem nem a beleza faltava". O discurso mereceu-lhe o elogio de Sá Carneiro que lhe vaticinou sucesso: "A Assunção ainda vai dar que falar". Mais tarde, voltou a elogiar-lhe a coragem de ter votado sozinha contra uma RGA (Reunião Geral de Alunos), numa faculdade que fervia à esquerda. "O poder de um voto único tem outro peso", disse.

Estudante com convicções

Inspirada pela política, a jovem trocou a pacata Valpaços pela agitada Lisboa, onde estudou Direito na Universidade Clássica. Naquele tempo, entre 76 a 80, o meio universitário era de grande mobilização. "A liberdade, a sensibilidade política era transversal a todos os que, como nós, chegámos à idade adulta no período pós-25 de Abril. Era o período de transição, entre a agitação que existiu imediatamente a seguir à revolução e a estabilização, no sentido da normalidade", lembra o socialista António Vitorino, que a acompanhou durante os anos de faculdade, quando ali também estudavam Durão Barroso, Santana Lopes e Celeste Cardona. "A Assunção distinguia-se porque sempre foi do mesmo partido. Numa altura em que era grande a polarização política, pois a faculdade tinha sido dominada pelo MRPP, ela era reconhecida e referenciada exactamente por ser do PSD", diz Vitorino, que elogia o espírito livre da antiga colega. "Ela mantém o sotaque transmontano, que lhe dá muita graça, porque é uma pessoa muito natural. É o que os ingleses definem como uma ‘outspoken', diz tudo o que pensa".

No quadro de honra

Desde os primeiros anos de escola - no Lar Amor de Deus, em Valpaços, cuja mensalidade custava 500 escudos (hoje, com o valor da inflação, equivalente a 160 euros) - que Assunção Esteves tinha "o dom da palavra", descreve o então professor Manuel Cerqueira da Mota, 76 anos. "Era das melhores alunas que tive e o engraçado é que eu era de ciências e ela seguiu letras. Era excelente garota, educadíssima, boa comunicadora, sempre muito viva, alegre. E excepcionalmente inteligente".

O nome de Assunção estava sempre no quadro de honra da escola, conta Adelaide Oliveira, um ano mais nova. Também Leonardo Batista, autarca do PSD no concelho, recorda-a: "destacava-se na escola pela sua inteligência. Era uma miúda bonita, elegante".

Junto ao jardim da terra onde Assunção nasceu, e que chegou a ter 30 mil habitantes - população reduzida hoje a perto de 17 mil - mantém-se o cabeleireiro onde ela ia desde pequena. Izilda Mimoso, 70 anos, é cabeleireira numa sala da sua própria casa. "Antigamente os cortes eram curtinhos, mais funcionais. As pessoas não andavam tanto nas cabeleireiras", recorda, enquanto coloca rolos no cabelo de uma cliente. "Ela chegou a fazer um corte à ‘Malvina' [personagem da telenovela ‘Gabriela'], mais desbastado atrás. E recordo-me também que sempre foi mais loirinha do que as irmãs. Agora se calhar pinta o cabelo. Ela usa um penteado curto porque é uma moça prática, lava o cabelo e pronto".

Vida nova na capital

Quando Assunção Esteves se mudou para a capital, morava com uma das irmãs na avenida Almirante Reis. O quarteirão junto à praça do Areeiro está agora quase despovoado, mas ainda há quem recorde a jovem estudante de Direito, então com penteado à Lady Di. "Lembro-me perfeitamente de a ver passar na rua. Era alta e muito simpática, tinha sempre um ar sorridente", diz Maria Almeida, 48 anos, uma antiga vizinha.

Assunção Esteves vivia "numa casa de família", por onde passaram as três irmãs. Tomava café na pastelaria S. João, na avenida de Paris, na mesma rua onde visitava o engenheiro Febrer, antigo administrador da CUF, e amigo dos Esteves . "Eram umas raparigas muito pacatas, boas estudantes, moravam no mesmo prédio onde vivia uma pianista da Gulbenkian. Depois fomos acompanhando o seu percurso na televisão", diz um dos moradores, com perto de 80 anos.

"Fiquei emocionada ao saber que se lembram de mim", confessou a presidente da Assembleia da República. "Gostei muito de viver ali, era uma zona movimentada, mas ao mesmo tempo familiar, acolhedora, com uma certa elite lisboeta. Tenho muito boas recordações, fiquei mesmo comovida", diz a jurista que deixa marca por onde passa.

Em Valpaços também poucos ficaram surpreendidos com a nomeação de Assunção Esteves, que, por ali, prefere não ser tratada por ‘doutora'. Eduardo Barreira, 62 anos, antigo empregado da alfaiataria do pai, é quem assegura hoje a manutenção do prédio - três andares, que já teve um pronto-a-vestir, alfaiataria e casa de habitação com quatro quartos, construído há pouco mais de 40 anos. Cuida também dos cinco hectares de terreno que cultiva para seu próprio proveito (até que as propriedades sejam vendidas). Os pais da presidente da Assembleia da República deixaram a terra há 12 anos - pouco depois de Manuel Esteves ter sido operado à vesícula - e desde há seis que lá não voltam. Mudaram-se para Olhão, perto de onde vive a filha mais velha, Maria Efigénia (57 anos), conservadora no registo predial. A mais nova, Maria Madalena, de 52, é médica no IPO, em Lisboa.

Outro ex-empregado da alfaiataria, Aires Martiniano, 63 anos, conta que o pai de Assunção Esteves deu uma "educação extrema" às filhas mas, das três, "só ‘Mariazinha' podia estar na política. Ela sempre foi mais expansiva. Manifestava-se. Não foi por acaso que, aos 17 anos, já entrava em comícios". Qualidades às quais outro ex-empregado do pai, José Borges, 57 anos, acrescenta: "Ela era muito amiga de todos. A mim ajudou-me muito porque eu andava no 5º ano à noite e ela, que era muito inteligente, dava-me explicações de Português e de Matemática". Para compensar, José, que tem uma pastelaria entre a casa da família Esteves e a igreja, é quem dá a Assunção o melhor pequeno-almoço na cidade. "Na altura das vacas loucas, deixou de comer pastéis de carne. Antes de sair de Lisboa a caminho de Valpaços, ligava-me a pedir pastéis de galinha".

O casamento

A vida em Lisboa nunca mudou a senhora presidente. Exigente com os próprios conhecimentos, a jovem licenciada em Direito somou ao currículo um semestre de Ética, com a professora Cristina Beckert, do curso de Letras, e estudou alemão no Goethe Institut "para poder citar a seriedade do discurso no Direito", conta Assunção, que também fala fluentemente francês e inglês e "arranha" espanhol e italiano, graças ao ouvido treinado nas aulas de latim do secundário.

Briosa na carreira e no estudo - fez um doutoramento sobre o tema do direito à resistência e foi bolseira na Alemanha - todo o seu percurso é profundamente marcado pelo espírito da academia. Na faculdade fez amigos para a vida. Foi lá que conheceu José Lamego, ex-dirigente socialista com quem esteve casada 15 anos, e que à Domingo se limitou a remeter para as palavras que disse no hemiciclo: "É uma excelente escolha". O casal nunca teve filhos. Foi também na faculdade que a nova presidente do Parlamento ganhou o fervor constitucionalista, quando os "dois bons alunos", Assunção e António Vitorino, foram convidados para assistentes do professor Jorge Miranda, na cadeira de Direito Constitucional.

Deputada com Cavaco

Em 1987, na primeira maioria absoluta de Cavaco Silva, Assunção Esteves foi eleita deputada pelo círculo de Vila Real e as intervenções da menina doce com fortes convicções foram ganhando forma. Passados dois anos reencontra o socialista António Vitorino: "Fizemos a revisão constitucional e, nesse ano, fomos os dois eleitos para o Tribunal Constitucional pela Assembleia da República".

O nome de Assunção Esteves ganha fama ao tornar-se a primeira mulher juíza do Tribunal Constitucional. Tinha apenas 33 anos. "Não foi escolhida por ser mulher, mas por mérito pessoal", afirma Luís Marques Mendes, ex-líder do PSD. "Nessa altura já tinha provado que é uma pessoa de grande talento, com bom percurso académico e de trabalho jurídico. Foi natural a sua chegada".

A "qualidade, espírito de abertura e capacidade de diálogo com todas as forças políticas" são características da actual presidente da Assembleia da República, que se distinguiram também no Parlamento Europeu, onde esteve de 2004 a 2009. Marques Mendes sublinha que "o consenso e prestígio da Assunção Esteves vai além do universo laranja. É uma capacidade que ela tem".

Crente num "futuro de grandes estados federados", Assunção Esteves não deixou indiferente o Parlamento Europeu. Levou para Estrasburgo um gosto pela literatura, que estendeu a outros deputados, e uma "atitude serena mas com um grau de persistência assinalável", explica Miguel Portas, eurodeputado pelo Bloco de Esquerda. Indiferente a cores políticas, a actual presidente da Assembleia marcava encontros com os parlamentares ora na livraria Kléber, uma das suas preferidas na cidade francesa, ora nos debates a favor do federalismo. "É uma divergência de opinião que tenho com ela e cheguei a fazer humor com a sua persistência. Dizia na brincadeira que não sabia se ela acreditava mais na Bíblia ou na constituição europeia. Mas dentro da família social-democrata ela sempre foi uma mulher de fortes convicções. Em matéria de costumes e comportamentos, de liberdades cívicas e de liberdade de imprensa", frisa Miguel Portas, "sempre disse o que pensava, mesmo que fosse dissonante do seu grupo parlamentar".

Mulher de fé, Assunção Esteves evocou a "alegria cristã" no discurso de tomada de posse. Dedicou o momento "a todas as mulheres, às mulheres políticas, que trazem para o espaço público o calor da entrega e a matriz do amor, mas, sobretudo, às mulheres anónimas e oprimidas". E prometeu fazer "de cada dia um esforço para a redenção histórica da sua circunstância".

O sonho do pai

Manuel Esteves nunca falou com a filha a propósito da sua nomeação. "O que havia de dizer um pai? Não tinha palavras para me exprimir. Quando a minha filha foi tão ovacionada na Assembleia da República ainda me emocionei por ver um sonho meu realizado", confessa.

A confiança no "ser humano como factor de mudança" é uma característica da 12ª presidente da Assembleia da República, garante Luís Campos Ferreira, do PSD, que estava a seu lado quando Assunção Esteves ouviu o resultado da votação - 186 votos a favor, depois da desistência de Fernando Nobre. Nesse momento sentiu, como sente sempre que está com a companheira de partido, "uma atmosfera positiva e de enorme liberdade. Há pessoas que nos põem constrangidos, que carregam o peso das instituições, mas a Assunção, pelo contrário, é livre e gosta de fazer profundas reflexões sobre todos os assuntos, mantendo sempre a sua convicção pessoal".

O deputado, que cimentou a proximidade com Assunção Esteves em 2002 quando esta presidiu à Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, acredita que as intervenções da nova presidente serão marcadas pela "liberdade de pensamento. É uma mulher descomplexada, seja em questões sociais ou de outra natureza, com uma aproximação muito filosófica ao Direito".

Sobre a sua eleição e o peso que o destino lhe deitou em mãos, Assunção Esteves resume numa frase: "Sei que a vida não me exigirá mais do que eu puder dar".

A jurista que lê filosofia e tem forte veia literária

A paixão pelas letras vem dos bancos da escola primária. Foi cimentada ao sabor do percurso de vida de Assunção Esteves e colmatada numa amizade recente com Eduardo Lourenço, que considera "o maior pensador português". Sem nunca ter perdido a verve, apesar de amarrada a um rígido curso de Direito - Marcelo Rebelo de Sousa, que foi seu professor, elogia a "fluidez do discurso, quer oral, quer escrito" -, a presidente da Assembleia da República tem na literatura um porto de abrigo. "Aproximei-me do alemão para melhor entender a seriedade do Direito, mas a língua também me aproximou da literatura. Hoje consigo ler Kafka e Kant sem tradução", conta. "Fiquei comovida quando, no dia após a minha eleição, a Pilar, viúva do Prémio Nobel, me enviou o livro ‘As Palavras de Saramago', e, na página 287, estava o texto que eu escrevi para um jornal aquando da sua morte", revela Assunção Esteves, que também escreve "umas coisas". Conta o pai da presidente que quando ela estudava no Lar Amor de Deus, em Valpaços - que frequentou até ao 5.º ano - escreveu uma redacção sobre a avó paterna, que foi bastante elogiada por um dos padres: "Uma pessoa lê aquela redacção e é como se estivesse a ver a avó", recorda Manuel Esteves. É a veia literária.

 



publicado por AJREIS às 20:44
Quarta-feira, 22 de Junho de 2011

Depois da rejeição de Fernando Nobre, a deputada do PSD Assunção Esteves foi, na terça-feira passada, dia 21 de Junho, eleita presidente da Assembleia da Republica, à primeira volta com 186 votos a favor.

É a primeira mulher no segundo cargo público mais importante em Portugal. Assunção Esteves, de 54 anos, torna-se assim a primeira mulher a presidir a Assembleia da República, eleita à primeira volta com 186 votos entre 230 possíveis, com 41 votos brancos e um nulo.

A eleição de Assunção Esteves ficou desde logo garantida quando Nuno Magalhães, líder parlamentar do CDS, anunciou que apoiaria a nova escolha do PSD para desempenhar o cargo de presidente da AR.

Maria Assunção Andrade Esteves é natural de Valpaços e foi eleita deputada pela primeira vez em 1987, pelo círculo de Vila Real, aquando da primeira maioria absoluta do PSD com Cavaco Silva. Integrou novamente as listas de deputados em 2002, já com Durão Barroso no Governo, tendo sido escolhida para presidir à Comissão Parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias.

Integrou a lista da coligação PSD/CDS-PP para as europeias, em 2004, tendo sido eleita eurodeputada.

Quando Pedro Passos Coelho se candidatou pela primeira vez à liderança do PSD, em 2008, contra Manuela Ferreira Leite e Pedro Santana Lopes, Assunção Esteves declarou-lhe apoio, considerando que este representava “o renascer de uma linha social liberal há muito esquecida” no partido.

Nas legislativas de 5 de junho, foi eleita pelo círculo de Lisboa, onde ocupou o sexto lugar da lista de candidatos do PSD.

Assunção Esteves entra assim para a História como a primeira mulher a presidir à Assembleia da República.

@actual



publicado por AJREIS às 13:46
Quinta-feira, 16 de Junho de 2011
16 de Junho de 2011, 16:05

 

Valpaços, 16 jun (Lusa) - O padre de Valpaços, Manuel Alves, recusou rezar uma missa pedida pela tia da jovem de 16 anos a quem "negou" dar a hóstia por causa do decote, por ser sua familiar direta.

Felicidade da Cruz, residente em Valpaços, explicou à Agência Lusa que, no passado dia 11 de junho, foi à Igreja Matriz falar com o pároco para marcar a missa de sexto mês de falecimento do marido e tio da jovem.

Enquanto folheava a agenda para determinar a data da eucaristia, referiu, "o padre perguntou-me se eu era familiar da jovem que foi a um programa televisivo e eu, sem qualquer problema, disse-lhe que era tia".

 



publicado por AJREIS às 16:32
Terça-feira, 07 de Junho de 2011

 

Autoridades suspeitam que pode ser de idoso desaparecido em Maio

Valpaços: Descoberta de crânio humano motiva investigação da PJ

A Policia Judiciária de Vila Real está a investigar um crânio humano encontrado, no domingo, em Sanfins, Valpaços, que as autoridades suspeitam ser do idoso desaparecido da Misericórdia a 1 de Maio.

O crânio foi trazido para a aldeia de Sanfins por um cão e encontrado por um popular que deu o alerta à GNR de Valpaços, adiantou a fonte policial.

Posteriormente, o crânio foi recolhido pela PJ de Vila Real, responsável pela investigação, e levado para análise.

Estão em curso buscas para descobrir o cadáver e vestígios que possam indicar a quem pertence o crânio, que se estendem a todo o concelho.

Contudo, as autoridades adiantam que "há fortes possibilidades" de o crânio ser do octogenário desaparecido da Santa Casa de Valpaços.

Apesar das buscas levadas a cabo por elementos da GNR, dos bombeiros de Valpaços, do Grupo de Intervenção, Protecção e Socorro (GIPS) de Vidago, coordenadas pela PJ, ainda não foram encontrados "quaisquer vestígios".

O idoso da Unidade de Apoio Integrado da Misericórdia de Valpaços, de 87 anos, está desaparecido desde 1 de Maio.

Antero Pereira, natural de Veiga do Lila, Valpaços, além de ter Alzheimer, tinha problemas de visão, dificuldade de mobilidade e um discurso desorientado, pelo que estava na Unidade desde Janeiro à espera de uma vaga num lar de terceira idade.

No dia do desaparecimento, o octogenário estava amarrado a um cadeirão, para prevenir fugas, mas conseguiu libertar-se e terá escapado pela porta de emergência, dado que as janelas têm grades e a porta principal está trancada à chave.

A responsável da Unidade, Zélia Vasco, afiançou à agência Lusa, na altura do desaparecimento, que o idoso já tinha feito algumas tentativas de fuga, mas sem êxito.

As buscas para encontrar o utente nunca foram suspensas e centraram-se "principalmente" em Valpaços, mas "nunca foi encontrado qualquer indício", ressalvou fonte policial.



publicado por AJREIS às 10:36
Quinta-feira, 19 de Maio de 2011

 

O pastor Amândio Gomes Queiroga, 62 anos, guardava o rebanho com a ajuda do seu único filho, José Manuel, de 32 anos. Sem que nada o fizesse prever, o cunhado Alexandre, taxista de 69 anos, disparou três tiros de caçadeira.

Foi ontem, às 11h00, em Quintela, Valpaços, num terreno em frente às casas de ambos. Amândio teve morte imediata. O filho ainda foi transportado com vida ao Hospital de Vila Real, mas não resistiu aos ferimentos.

Depois de cometer o crime, Alexandre saiu calmamente do terreno e entregou a arma a uma vizinha. Seguiu depois de carro para o Centro de Saúde de Ferrugende, a escassos quilómetros do local, para uma consulta de rotina. Foi interceptado pela GNR quando media a tensão arterial e depois entregue à Polícia Judiciária, que formalizou a detenção. É hoje presente ao tribunal de instrução criminal, para ser interrogado.

Sem testemunhas do crime, os vizinhos e familiares apenas fazem conjunturas. Os desentendimentos entre ambos eram antigos, e muitos agoiravam uma desgraça. Há muito que não se entendiam, e a tensão era permanente. "As zangas entre eles já são antigas, e mais tarde ou mais cedo já se sabia que ia dar nisto", disse ao CM Maria Queiroga, irmã e tia das vítimas. Para Laurentina, outra irmã, só a ganância pode explicar o bárbaro homicídio.

"Eles não podiam ver nada um do outro. Se um comprava alguma coisa, o outro tinha de comprar logo melhor. Foi essa loucura pelo dinheiro que levou a esta desgraça", recordou Ana Lúcia, uma vizinha.

Outros testemunhos dão conta das mesmas desavenças permanentes. Amândio, também vizinho, diz que a aldeia temia este desfecho.

"Um lavrava e logo de seguida o outro passava. Eu sempre disse que isto ainda ia dar em desgraça", acrescenta Manuel, primo do homicida e do pastor, inconsolável com o que aconteceu.

fonte:CM



publicado por AJREIS às 10:23
Quinta-feira, 31 de Março de 2011

O Hospital de Valpaços, administrado pela Santa Casa, encerrou a 11 de janeiro por falta de acordo com a Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte e os cerca de 40 funcionários ficaram sem emprego.

Os manifestantes, que na última concentração se exaltaram e arrombaram os portões da Santa Casa, encontraram hoje os portões fechados a cadeado e um maior reforço policial.

Uma das funcionárias, Guilhermina Ribas, disse à Lusa estar cansada desta situação e desta incerteza porque "nada tem sido feito, e os trabalhadores continuam sem ser reintegrados".

Aliás, acrescentou, a situação está a tornar-se cada vez mais complicada: "estamos desde janeiro sem vencimento, pelo que muitos de nós tiveram de recorrer às suas famílias".

"Neste momento, estamos sem expetativas e não sabemos como vamos pagar as nossas despesas sem receber os salários em atraso", referiu outro funcionário, Vítor Teixeira.

Vítor disse ainda que os funcionários estão a "reclamar" o que é deles e o que ficou decidido em tribunal.

Na providência cautelar interposta pela Misericórdia para gerir o hospital, deferida a seu favor, lê-se que a entrega da gestão da Lusipaços à Santa Casa prevê a transferência dos "contratos celebrados com os seus trabalhadores (...) com vista a, de imediato, assegurar a continuação dos mesmos quadros como trabalhadores da requerente".

Segundo os funcionários, no dia 15 de março, em audiência de tribunal, ficou esclarecido que a Misericórdia teria "uma semana" para pagar o salário de janeiro e um mês para regularizar a situação dos trabalhadores.

O provedor da Santa Casa, Eugénio Morais, em declarações aos jornalistas frisou que não deu cumprimento à decisão do tribunal porque a Lusipaços, antiga administradora do hospital, entrou em insolvência.

"Legalmente não podemos movimentar o dinheiro porque tem que ser entregue à massa insolvente", disse, acrescentando que não pode readmitir os funcionários porque "o hospital está fechado por falta de acordo com a ARS Norte".

A ARS Norte afiançou, a 23 de fevereiro, que iria celebrar um novo acordo com a Misericórdia desde que "estivessem concluídas as obras necessárias".

A Lusa contactou a ARS Norte que referiu prestar declarações "mais tarde".

Os manifestantes dirigiram-se à Câmara de Valpaços para falar com o presidente que afirmou que "tudo o que era possível fazer já foi feito".

Posteriormente, queriam concentrar-se frente à residência do provedor para "obter" esclarecimentos, mas a GNR avisou que não era possível porque a manifestação só estava autorizada frente ao hospital.

fonte: lusa


 

 



publicado por AJREIS às 14:12
Domingo, 27 de Março de 2011

Os cerca de 40 funcionários do Hospital de Valpaços, encerrado a 11 de Janeiro, vão manifestar-se esta Segunda-feira (28 de Março), pelas 9 horas frente à unidade de saúde, em reclamação pelos seus postos de trabalho e salários em atraso.
O Hospital de Valpaços, administrado pela Santa Casa, encerrou por falta de acordo com a Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte e os cerca de 40 funcionários ficaram sem emprego e “na dúvida” quanto ao seu futuro profissional.
No mês de Fevereiro, os trabalhadores e a população local manifestaram-se durante três dias frente à unidade hospitalar “exigindo” a sua reabertura e a reintegração dos funcionários.
A ARS Norte, a União das Misericórdias, a Santa Casa e a Câmara de Valpaços reuniram, a 23 de Fevereiro, e ficou a garantia por parte da ARS Norte da celebração de um novo contrato com a Misericórdia desde que “fossem concluídas as obras necessárias” no hospital.
Contudo, o Hospital de Valpaços continua encerrado e os funcionários sem emprego e com os salários em atraso desde Janeiro.
“Esta situação está a tornar-se insustentável e a complicar-se cada vez mais, não temos qualquer fonte de rendimento. Por isso, estamos a sensibilizar a população a juntar-se aos trabalhadores na Segunda-feira porque a luta é de todos, a reabertura do hospital é fundamental para os cidadãos. adiantou à Lusa um dos funcionários, Vítor Teixeira, que adiantou ainda que “a 15 de Março ficou esclarecido, em audiência de tribunal, que a Misericórdia teria um mês para regularizar a situação dos trabalhadores e uma semana para pagar o vencimento de Janeiro, mas a Misericórdia ainda não o efectuou”.
O provedor da Misericórdia, Eugénio Morais, afirmou à Lusa que “esta situação não é verdadeira, pois os trabalhadores são da Lusipaços e não da Santa Casa. Além disso, não podemos contratar os funcionários porque a ARS Norte ainda não estabeleceu novo acordo com a Misericórdia, apesar das obras estarem concluídas. A reabertura do hospital não depende de nós”.

Jornal Norte/Lusa



publicado por AJREIS às 22:28
Domingo, 13 de Março de 2011

O Tribunal Judicial de Valpaços decretou prisão preventiva para homem detido na quinta-feira, em Valpaços, por suspeitas de tráfico de estupefacientes.

 

Ao  homem de 34 anos, natural de Valpaços, foi imputado o crime de tráfico de estupefacientes.

Terminado o interrogatório judicial, o detido foi encaminhado pelas  autoridades para o Estabelecimento Prisional de Chaves onde vai permanecer até julgamento.

O homem foi detido na quinta-feira, pelo Núcleo de Investigação Criminal da GNR de Chaves no âmbito de uma operação de combate ao tráfico de droga.

No decorrer das diligências, foram-lhe apreendidas 207 doses de heroína, 357 euros, um motociclo, uma balança digital de precisão utilizada na pesagem dos produtos, vários utensílios para manuseamento da droga, três telemóveis e cartuchos.

A 28 de Setembro de 2010, o suspeito foi identificado pelas autoridades na posse de 151 doses de heroína. 

Segundo fonte da GNR, citada pela agência Lusa, o detido estava já referenciado pelas autoridades pela prática do mesmo crime, tendo mesmo cumprido pena de prisão em Portugal e Espanha. 

fonte CM



publicado por AJREIS às 14:02
Quinta-feira, 24 de Fevereiro de 2011

A Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte vai estabelecer um novo protocolo com a Misericórdia de Valpaços, proprietária do hospital local, e possibilitar a reabertura desta unidade de saúde, revelou fonte autárquica.

Esta quarta-feira, a ARS Norte, a União das Misericórdias, a Santa Casa e a Câmara de Valpaços reuniram e, segundo o presidente da autarquia local, Francisco Tavares, "a ARS Norte garantiu que irá estabelecer novo protocolo com a Misericórdia".

Por isso, referiu, "o Hospital de Valpaços irá reabrir com as mesmas valências".

O Hospital de Valpaços, administrado pela Santa Casa, encerrou a 11 de Janeiro por falta de acordo com a ARS Norte e os cerca de 40 trabalhadores ficaram sem emprego e na "incerteza" quanto à sua situação profissional.

Durante três dias, os habitantes do concelho de Valpaços manifestaram-se frente ao hospital, "exigindo" a reabertura da unidade de saúde e a reintegração dos seus funcionários.

Quanto aos trabalhadores, Francisco Tavares afirmou que "irão ser reintegrados, sob as mesmas condições salariais, à medida que as diferentes valências forem reabrindo".

fonte: JN



publicado por AJREIS às 14:11
Quarta-feira, 16 de Fevereiro de 2011

Comeram, beberam e roubaram material cujo montante final ronda os 4 mil euros. Foi em Valpaços, na madrugada de quinta para sexta-feira.

Quando fechou o estabelecimento perto da meia-noite, o Sr. Chaves, como é conhecido na cidade, estava longe de imaginar o que o aguardava. Cerca das 7:20 horas de sexta-feira, 11 de Fevereiro, as funcionárias da limpeza do prédio Valparaíso, onde tem o Café Paraíso, davam o alerta. O vidro estava partido e havia sinais de furto.

Feitas as contas, os larápios levaram o plasma que se encontrava no estabelecimento, uma aparelhagem, tabaco e garrafas de whisky. No local havia também indícios de que terão comido “paniques” e sumos. Os prejuízos rondam mais de 4 mil euros.

O proprietário tem seguro e também alarme, mas este não terá disparado. Suspeita-se que os cabos do sistema de alarme tivessem sido cortados num outro momento, para que na hora do assalto não houvessem sinais. Alguns vizinhos dizem agora que terão ouvido barulho, mas não deram importância.

A GNR de Valpaços esteve no local e também o Núcleo de Investigação Criminal da GNR de Chaves, que está a investigar o caso.

 



publicado por AJREIS às 14:04
Terça-feira, 15 de Fevereiro de 2011

A população de Valpaços voltou a concentrar-se hoje em frente ao hospital local, encerrado há um mês, e acabou por forçar a entrada na unidade hospitalar para falar com o provedor da Misericórdia.

 



publicado por AJREIS às 14:26
Sexta-feira, 11 de Fevereiro de 2011

Ânimos exaltados marcaram esta sexta-feira uma manifestação popular com 600 pessoas em frente ao hospital de Valpaços e resultaram em alguns vidros partidos e à intervenção da GNR.

Os populares manifestaram-se frente ao hospital, encerrado há um mês, para reivindicar à Misericórdia, gestora do espaço, a reabertura da unidade e a reintegração dos seus 40 funcionários.

O hospital de Valpaços, gerido pela Santa Casa, encerrou por falta de acordo com a ARS Norte e os cerca de 40 trabalhadores foram "obrigados" a gozar os 22 dias úteis correspondentes às férias a que teriam direito.

As férias terminaram quarta-feira e os trabalhadores estão sem receber o vencimento de Janeiro e na "incerteza" quanto à sua situação profissional.

O assessor de imprensa da ARS Norte, Antonino Leite, confirmou à agência Lusa que o protocolo entre a Santa Casa e a ARS Norte cessou, mas que "está a ser estudada a possibilidade de um novo acordo com a Misericórdia de Valpaços".

Maria Carolina Borges, residente em Valpaços, considera que "a manifestação devia ter sido feita logo aquando do encerramento do hospital".

Adiantando que, "agora, as pessoas vão ter de pagar para se deslocar a Chaves ou Mirandela e nem toda a gente tem essa possibilidade".

Os funcionários do Hospital de Valpaços fizeram circular, entre a população, um abaixo-assinado para exigir a reabertura da unidade hospitalar e a reintegração dos trabalhadores.

Uma das funcionárias, Ângela Moura, garantiu que pretendem ver esclarecida a "sua situação contratual porque, até agora, ninguém disse nada" aos trabalhadores.

O provedor da Misericórdia, Eugénio Morais, reafirmou à Lusa que "os trabalhadores são da Lusipaços e não da Santa Casa".

Se o hospital reabrir, disse, "funcionará apenas como bloco operatório e consultas especializadas e, por isso, não será necessário manter tantos funcionários".

Na providência cautelar entreposta pela Misericórdia para gerir o hospital, deferida a seu favor, lê-se que a entrega da gestão da Lusipaços à Santa  Casa prevê a transferência dos "contratos celebrados com os seus trabalhadores  [...] com vista a, de imediato, assegurar a continuação dos mesmos quadros  como trabalhadores da requerente".

O presidente da câmara, Francisco Tavares, esteve na manifestação "solidário" com os funcionários e a população porque o hospital é "um bem essencial".

Para lutar pela reabertura do hospital de Valpaços, a população vai concentrar-se, novamente, frente à unidade hospitalar na segunda-feira, às 09h00.




publicado por AJREIS às 22:02
Quinta-feira, 10 de Fevereiro de 2011

 

A Polícia Judiciária anunciou hoje a detenção de 11 pessoas suspeitas do tráfico de armas, numa operação desencadeada na região transmontana e que culminou na apreensão de várias armas e 200 quilos de explosivos.

O inspetor chefe da unidade local da PJ de Vila Real, António Torgano, explicou que a operação “Nordeste Explosivo” culminou uma investigação de tráfico e posse ilegais de armamento e explosivos, que foi desencadeada em vários concelhos transmontanos como Valpaços, Chaves, Vila Real, Macedo de Cavaleiros ou Mirandela.

Segundo o responsável, foram detidos 11 homens, com idades compreendidas entre os 40 e 60 anos.

No decurso da investigação, foram apreendidos cerca 200 quilos de explosivos, nomeadamente goma 2eco, mais de 3000 detonadores, milhares de metros de rastilho e cordão detonante e 13 armas de fogo, incluindo uma espingarda metralhadora G3, caçadeiras, caçadeiras de canos serrados e carabinas.

António Torgano referiu que esta investigação se “conjuga com um trabalho de sapa da PJ na área da investigação do tráfico de armas nesta zona do nordeste transmontana”, o qual considera ser um “fenómeno criminal que muito preocupa a polícia e que permitiu estes resultados”.

O responsável explicou que os explosivos por regra se destinam a um “tipo de actividade ligada à exploração de pedreiras”, mas referiu que são materiais também “suscetíveis de serem utilizados noutro tipo de práticas criminais como terrorismo”.

A PJ envolveu nesta operação todos os elementos da unidade de Vila Real, os quais contaram as com o apoio da GNR de Vila Real e a PSP de Vila Real e Mirandela.

Os detidos estão a ser ouvidos no Tribunal de Alfandega da Fé para aplicação de medidas de coação.

@LUSA


publicado por AJREIS às 13:59
Segunda-feira, 31 de Janeiro de 2011

Valpaços era o único concelho do distrito, à excepção de Vila Real e Chaves, que ainda tinha direito a Urgências 24 horas por dia. Deixou de ter.

Hospital de Valpaços

O telefone toca, toca, mas ninguém atende no Hospital de Valpaços. Neste momento, a unidade hospitalar está “praticamente fechada” e apenas as valências de fisioterapia e meios complementares de diagnóstico estão disponíveis.

Depois de toda a polémica que preencheu várias páginas de jornais nas últimas semanas e meses, a população depara-se agora com a realidade: não há hospital, nem assistência médica durante a noite.

Como já tinha sido anunciado, a Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte terminou o protocolo entre as unidades sob a alçada de misericórdias e o SNS, (Serviço Nacional de Saúde), e os utentes deixaram de beneficiar do Serviço de Atendimento Permanente (SAP).

Esta questão parece ter ficado para segundo plano enquanto era definido quem ficaria a gerir o hospital. Na primeira semana de Janeiro, a gestão da unidade hospitalar valpacense, antes a cargo da Lusipaços, foi entregue, por ordem do tribunal, à Santa Casa da Misericórdia de Valpaços (SCMV). O acordo para a gestão do hospital entre a Misericórdia e a Lusipaços só deveria terminar em 2014. No entanto, a Santa Casa decidiu pôr fim ao contrato este ano, recorrendo à cláusula do contrato que o previa caso houvesse cessação do protocolo que a Misericórdia mantinha com a Administração Regional de Saúde do Norte (ARSN) e que o hospital pudesse tratar doentes do Sistema Nacional de Saúde. Contudo, depois de vários meses sem chegarem a acordo sobre a rescisão, a Misericórdia interpôs a providência cautelar, que foi deferida a seu favor.

Provedor acredita na reabertura com “outro rosto”

A Lusipaços, empresa que geria o hospital há dez anos, contestou, ao que conseguimos apurar, a decisão do tribunal em entregar a gestão do hospital à SCMV. Esta aguarda, agora, que possam ser celebrados novos acordos com a ARS Norte, a única forma de tornar a unidade viável. Enquanto isso, estão a ser levadas a cabo obras nas instalações, a fim de cumprir a legislação em vigor, conforme referiu ÀVoz de Chaves, Eugénio Morais, Provedor da SCMV: “estamos a fazer obras um pouco por todo o edifício, desde o pavimento à electrificação, no bloco operatório,etc. São obras que já deveriam ter sido feitas”.

Depois dos serviços “suspensos”, Eugénio Morais acredita que o Hospital de Valpaços vai reabrir com “outro rosto”. O responsável não aponta uma data, mas defende que à unidade hospitalar voltarão as consultas de especialidade, os internamentos, as cirurgias e outros serviços.

Cerca de 40 trabalhadores com férias forçadas

As mudanças na gerência afectaram não só a população, mas também cerca de quatro dezenas de trabalhadores que há mais de duas semanas se encontram de “férias forçadas”.

Segundo conseguimos saber, os trabalhadores não sabem o que esperar do futuro profissional no Hospital de Valpaços e apenas acordaram que gozariam os 22 dias úteis, que corresponderiam às férias que teriam direito.

Eugénio Morais não assume responsabilidade quanto aos trabalhadores, mas diz estar aberto a um acordo. “Os trabalhadores não são nossos, são da Lusipaços. Faz parte das intenções da Santa Casa integrar alguns, que nós conhecemos e sabemos que são bons profissionais, mas com novas condições, ou seja, fazendo novos contratos, com aquilo que achamos justo”, referiu.

Urgências já não voltam para Valpaços

Horário do Centro de Saúde de Valpaços foi alargado

As urgências, como se chama vulgarmente ao Serviço de Apoio Permanente não voltam a Valpaços. Depois de terminado o acordo com a ARS Norte, a solução passou por alargar o horário de funcionamento do Centro de Saúde. Desde o passado dia 15 passou a estar aberto aos sábados, domingos e feriados como forma de responder às necessidades da população. De segunda a sexta-feira, a unidade de saúde está aberta até às 20 horas e aos sábados, domingos e feriados, das 9h00 às 13h00, podendo este horário ser alargado se o número de ocorrências assim o justificar.

Esta era uma decisão, segundo conseguimos apurar, que já era aguardada pelas entidades responsáveis, pois não se justificaria, dado o número médio de ocorrências durante a noite ser reduzido.

Para qualquer ocorrência, os utentes terão de deslocar-se a unidades hospitalares mais próximas, nomeadamente Chaves, Mirandela ou Vila Real.

 

fonte: diário do Alto Tâmega e Barroso

 




publicado por AJREIS às 13:47
Domingo, 16 de Janeiro de 2011

O hospital de Valpaços está envolto numa intensa batalha jurídica. A gestão da unidade de saúde passou de mãos espanholas para a Santa Casa da Misericórdia local, a proprietária do edifício.

Ver Video RTP

 



publicado por AJREIS às 22:15

Um morto e 2 feridos

Um morto e dois feridos, um deles em estado grave, é o resultado de dois acidentes que ocorreram ontem à tarde envolvendo tractores. Em St.ª Maria de Emeres, Valpaços, Arménio Carvalho, com cerca de 50 anos, morreu esmagado depois de o tractor que conduzia ter capotado. Já em Bairrada, Ansião, o despiste do veículo agrícola feriu gravemente uma mulher, de 83 anos, e provocou ferimento ligeiros num homem, de 77. Foram hospitalizados.

Recorde-se que o Governo vai avançar brevemente com um conjunto de medidas para prevenir este tipo de acidentes, depois de ter sido aprovada por unanimidade na Assembleia da República uma proposta de resolução apresentada pela CDU.

Fonte CM



publicado por AJREIS às 22:04
Terça-feira, 04 de Janeiro de 2011

Valpaços, 03 jan (Lusa) - O rebentamento de uma caldeira a lenha usada para aquecer água, em Vilarandelo, Valpaços, provocou hoje dois feridos graves e dois ligeiros, revelou à Agência Lusa a GNR de Chaves.
Segundo a mesma fonte, os quatro feridos, todos membros da mesma família e de 47, 35, 28 e três anos, são residentes em Braga e estavam a passar férias em Vilarandelo.
"Ao que tudo indica, no momento da explosão, as vítimas estariam na cozinha onde se encontrava a caldeira e, provavelmente, terão sido projetadas com a explosão", referiu a fonte CM.



publicado por AJREIS às 14:30
Sábado, 01 de Janeiro de 2011

Foi aprovado o orçamento global para o concelho de Valpaços - Portugal

A Câmara Municipal de Valpaços já aprovou o orçamento para 2011, com projectos de actuação em várias áreas.
O montante total é de 29.159.259,00 euros, este valor é proveniente de receitas próprias, orçamentos do Estado, financiamentos comunitários e programas nacionais.

O dinheiro será destinado essencialmente à conservação de edifícios municipais, aquisição de um autocarro para transporte escolar, a construção da Casa do Vinho, o término da Biblioteca Municipal, arquivo e auditório municipal e algumas modificações para a adaptação da escola P3 em escola de música, também está previsto reformas urbanísticas e recuperação do centro antigo da cidade.

Na área educacional está incluída a conclusão do centro escolar da cidade.
A autarquia também não esqueceu do lazer dos valpacenses e aposta na criação do Parque de Lazer da Quinta do Cabeço, o Parque Nascente da cidade de Valpaços e a modernização das piscinas municipais que utilizará um projecto de eficiência energética.

Ainda dentro do orçamento está a recuperação ambiental das margens do Rabaçal, a Requalificação da EN213 da rotunda da Adega Cooperativa à Variante EN213, como também a recuperação de estradas municipais.

fonte:tvregiões



publicado por AJREIS às 22:01
Segunda-feira, 20 de Dezembro de 2010

Um incêndio destruiu por completo uma habitação em Santa Maria de Emeres, Valpaços, e desalojou um casal com cerca de 50 anos, ontem à tarde. Os bombeiros, ajudados pela população, evitaram que as chamas se propagassem a outras casas. O fogo destruiu ainda cabos eléctricos, e a aldeia estava, ao fecho desta edição, sem luz.

 

Fonte Correio da Manhã



publicado por AJREIS às 22:30
Domingo, 12 de Dezembro de 2010

organizado pelo curso profissional de animaçao socio cultural (12ºg) Agrupamento de Valpaços, com apoio do Municipio de Valpaços

Vai-se realizar A Feira do Livro, que decorrerá 14 e 15 de Dezembro, das 9.00h-12.30h/14.00-17.30h, no átrio da Escola EB1 de Valpaços,

com o tema "ESTE NATAL SEJA ORIGINAL"

 

Visite e assista a apresentação de alguns originais.

 

Programa:

 

HORA

DIA 14

DIA 15

9.30 – 10.30

1º A (F.D.L)

3º A (F.D.L)

 

 

11.00 – 11.45

1º B (F.D.L)

3º B (F.D.L)

 

11.45 – 12.30

2º A (F.D.L)

4º A (F.D.L)

 

 

2.15

HORA DO CONTO

3º A, B/4º A, B, C

HORA DO CONTO

1º A, B/2º A, B, C

2.00 – 2.45

2º B (F.D.L)

4º B (F.D.L)

2.45 – 3.00

2º C (F.D.L)

4º C (F.D.L)

 

F.D.L = formação de leitores na biblioteca (funcionamento da biblioteca e apresentação do livro

digital).

 

HORA DO CONTO  – A Autora Margarida Fidalgo, apresentará o seu livro infantil “O Pião”.

(no átrio da escola)

 



 



publicado por AJREIS às 15:35
Segunda-feira, 22 de Novembro de 2010
22 de Novembro, 2010
A Polícia Judiciária anunciou hoje a detenção de um homem de 42 anos suspeito de tentar matar, com uma arma de e fogo e em plena via pública de Valpaços, um estudante de 20 anos.

A detenção foi efectuada pela Unidade Local de Investigação Criminal de Vila Real depois de o presumível autor do crime se ter colocado em fuga, tendo sido apreendida uma pistola semiautomática de calibre 7,65 em situação ilegal, um cartucho deflagrado e munições.

Segundo refere a PJ em comunicado, os factos ocorreram quando a vítima, acompanhada de dois colegas, atravessava uma passadeira em Valpaços e o arguido saiu do automóvel que conduzia protestando contra a alegada lentidão da marcha dos peões.

A troca de palavras terá dado origem a uma luta corpo a corpo, após a qual o suspeito terá voltado à viatura para se munir de uma arma de fogo, com a qual efectuou um disparo que atingiu o estudante pelas costas, de forma superficial, causando-lhe ferimentos que obrigaram a tratamento hospitalar.

Depois de ouvido em interrogatório judicial, o detido, um técnico de reparações domésticas, ficou obrigado a prestar caução de 1500 euros e de se apresentar semanalmente às autoridades.

Lusa/SOL



publicado por AJREIS às 18:01
Quinta-feira, 11 de Novembro de 2010

A empresa que gere o Hospital de Valpaços, a Lusipaços, lançou um grito de alerta público sobre a iminência de encerramento da unidade, na sequência do conflito que mantém com a Santa Casa da Misericórdia local, a proprietária do hospital. "Na semana passada já não tínhamos produtos farmacêuticos básicos e fundamentais, como antibióticos, e há médicos sem receber há meses", admitiu um dos sócios da Lusipaços, o espanhol José Ignácio Lopes. Na origem da asfixia financeira estará o alegado incumprimento da Misericórdia na transferência regular das verbas relativas ao Sistema Nacional de Saúde (SNS) para a Lusipaços. Apesar de ser privado, o hospital de Valpaços funciona como se fosse público, graças ao acordo que a Misericórdia mantém com a Administração Regional de Saúde. E, por isso, é na conta da Santa Casa que são depositadas as comparticipações do Estado relativas aos doentes do SNS. "Não sei se o atraso é da Administração Regional de Saúde se é da Misericórdia, o que sei é que não estamos a receber com a periodicidade de antes", garantiu José Ignácio, revelando que, no final de Setembro, a dívida da Misericórdia à empresa ascendia aos 1,1 milhões de euros. O JN tentou ouvir o provedor da Misericórdia sobre o conflito, que, para já sem sucesso, está a ser mediado pelo presidente da Câmara. No entanto, Eugénio Morais não quis comentar o assunto, remetendo explicações sobre as "ilegalidades" da Lusipaços para ocasião "oportuna".

Fonte: Jornal de Noticias



publicado por AJREIS às 14:18
Quinta-feira, 07 de Outubro de 2010
Os deputados municipais mostraram-se preocupados com o Hospital de Valpaços
Os deputados municipais mostraram-se preocupados com o Hospital de Valpaços

O Hospital de Valpaços continua a dar que falar. A Misericórdia, acusada de estar a asfixiar financeiramente a unidade e de apoiar um sócio da empresa que gere o hospital para “bloquear” a gestão, promete esclarecimento em conferência de imprensa. O sócio em causa, Dario Martinez, reagiu, acusando outro sócio de estar a impedir uma auditoria às contas do hospital.

Em sede de Assembleia Municipal, vários deputados mostraram-se preocupados com a situação e apelaram ao entendimento.

O sócio da empresa que gere o Hospital de Valpaços, a Lusipaços, que reapareceu subitamente e apresentou uma providência cautelar que suspendeu a nomeação de Gaspar Borges, antigo presidente da Junta de Valpaços, para o cargo de gerente da firma (ver Semanário TRANSMONTANO da semana passada), garante que é “mentira” que o hospital possa vir a encerrar. A possibilidade foi admitida ao ST na edição da semana passada quer pelo director clínico, Afonso Videira, quer pelo sócio da Lusipaços, José Ignacio, que, além da sua quota, representa o terceiro sócio da firma. Um e outro admitiram que a Santa Casa da Misericórdia, proprietária do edifício e a entidade que detém o acordo com o Ministério da Saúde, e por isso, quem recebe as comparticipações do Estado pelos doentes do Sistema Nacional de Saúde, está a bloquear essas mesmas verbas, asfixiando financeiramente a empresa. “O que está a fazer (José Igancio) é a meter medo à população, a intoxicar”, afirma Dario Martinez, admitindo que há verbas congeladas, mas apenas no valor de “300 mil euros e não de 800mil”, como foi dito por José Ignacio.

Dario Martinez acusa também José Ignacio de “estar a impedir” uma auditoria às contas da empresa, que diz estar a tentar que seja aprovada desde 2005. “Eu quero saber o que se passa”, diz, garantindo que sabe que existem facturas de elevadas quantias que foram pagas a uma empresa de Jose Ignacio e que quer ver esclarecidas. Além disso, alega que quer ver clarificados contratos com determinadas empresas que fornecem o hospital, nomeadamente a empresa que fornece lentes intra-oculares e sangue. Também quer ver esclarecido o contrato de sub-arrendamento do hospital e uma clínica dentária.

Questionado sobre o facto de ter deixado de aparecer no Hospital desde 2001, altura em que cessou funções de gerente, justificou que “tinha outras empresas” e que “eram outros que estavam a receber quantidades industriais de dinheiro”. Dario Barros negou também “estar fugido à polícia”, até porque renovou ainda este mês a carta de condução. No entanto, segundo um documento da Guarda Civil de Ourense a que o ST teve acesso, em Julho, Dario Martinez encontrava-se em paradeiro desconhecido. A localização foi pedida por um tribunal que não o conseguia notificar.

Quanto à sua ligação à Santa Casa da Misericórdia, referiu que a instituição também quer ver esclarecida a situação. Quanto ao facto de ir ao hospital sempre acompanhado de funcionários da Misericórdia, justificou que é para lhe servirem de “testemunhas”. E quanto ao facto de estar alojado numa casa da instituição, garantiu que só ficou lá após se ter sentido indisposto. “Antes, estava em hotel”, garante.

Na sexta-feira da semana passada, o assunto chegou à Assembleia Municipal, onde vários deputados e o próprio presidente da Câmara manifestaram preocupação com o eventual encerramento do hospital na sequência desta guerra. Todos os intervenientes apelaram ao entendimento.

O advogado da Santa Casa, para quem o provedor remeteu qualquer esclarecimento sobre o assunto, António Telmo Moreira, disse ao Semanário TRANSMONTANO que a “guerra” não é entre a Misericórdia e a Lusipaços, mas entre os sócios. E prometeu mais esclarecimento para uma conferência de imprensa, a marcar.

 

Lapso

Por lapso, na semana passada, foi suprimido do texto sobre o hospital de Valpaços, o parágrafo onde se dava conta do facto de o Semanário TRANSMONTANO não ter conseguido obter uma reacção da Misericórdia. Contactado, na altura, o provedor da instituição, Eugénio Morais, remeteu esclarecimentos para o advogado da instituição. No entanto, até à data de fecho da edição, o Semanário TRANSMONTANO não consegui chegar à fala com o causídico.

Fonte: Semanário transmontano



publicado por AJREIS às 12:11
Domingo, 26 de Setembro de 2010

O presidente da Câmara de Valpaços, Francisco Tavares, discordou do encerramento de algumas escolas primárias antes da conclusão do centro escolar e, por isso, não está a assegurar o transporte das crianças dessas localidades, avançou hoje à Lusa.

 

Havia um acordo entre a Associação Nacional de Municípios e o Ministério da Educação para não encerrar as escolas primárias antes do Centro Escolar de Valpaços estar concluído, mas não foi isso que aconteceu”, adiantou o autarca.

Por isso, disse, “a autarquia continua a não assegurar o transporte das crianças das localidades onde as escolas primárias foram encerradas”.

O Centro Escolar de Valpaços ainda está em fase de conclusão e, “mesmo assim, o Ministério da Educação avançou com a decisão de encerrar as escolas”.

Desta forma, “enquanto o centro escolar não entrar em funcionamento a autarquia continuará a não custear o transporte dos miúdos”.

Desde que começou o ano lectivo, o transporte dos alunos de Água Revés, Canavezes, Possacos e Valverde para a escola de acolhimento está a ser feito em táxis pagos pelo Ministério da Educação.

 

Aliás, para Francisco Tavares, “as escolas para onde vão as crianças não têm melhores condições do que as suas antigas escolas primárias que encerraram”.

O autarca valpacense afiançou que em Carrazedo de Montenegro, onde encerraram sete escolas primárias, não se opôs porque o centro escolar estava concluído”.

Em comunicado enviado à imprensa, a Comissão Política Concelhia do PS tece duras críticas ao presidente da Câmara referindo que “ as crianças do concelho de Valpaços não são todas iguais”, porque “parece haver crianças de primeira e crianças de segunda”.

Acrescentando que “é lamentável que os responsáveis deste concelho não percebam que os desentendimentos que possam ter com as tutelas e com o Governo nunca, em caso algum, podem colocar em causa o interesse dos munícipes e, neste caso concreto, os interesses das crianças”.

 

fonte: Jornal público



publicado por AJREIS às 20:09
Sexta-feira, 24 de Setembro de 2010

Hospital de Valpaços em risco de sobrevivência

José Ignacio acusa a Misericórdia de querer acabar com o hospital e culpá-lo a ele por isso
José Ignacio acusa a Misericórdia de querer acabar com o hospital e culpá-lo a ele por isso

Uma guerra entre a Santa Casa da Misericórdia de Valpaços e dois sócios da empresa que gere o hospital valpacense está a pôr em risco a sobrevivência da unidade. Preocupado com a iminência do encerramento, o presidente da Câmara, Francisco Tavares, está a tentar mediar o conflito entre as partes. Perante a instabilidade, alguns médicos já terão ameaçado abandonar o hospital.

A gestão do Hospital de Valpaços está em combustão. A Santa Casa da Misericórdia, proprietária do edifício onde funciona a unidade e a entidade que detém o acordo com o Ministério da Saúde para que o hospital funcione quase como um hospital público para utentes do Sistema Nacional de Saúde, está em guerra aberta com dois dos três sócios da empresa que gere o Hospital, a Lusipaços, ligada ao grupo espanhol Cosaga. O acordo entre a Misericórdia e a Lusipaços não prevê qualquer interferência da instituição na gestão hospitalar. No entanto, a Misericórdia tem nas mãos um trunfo de gestão poderoso. Todas as verbas relativas ao pagamento das comparticipações do Estado pelos utentes do Serviço Nacional de Saúde e de outros subsistemas de saúde estatais, como a ADSE, por exemplo, são pagas à Santa Casa, que posteriormente está obrigada a transferir para a Lusipaços. No entanto, ao que foi possível apurar, a Santa Casa estará a bloquear as transferências, estrangulando financeiramente a gestão do hospital. As verbas não transferidas já ascenderão aos 800 mil euros. E, além do pagamento do vencimento dos funcionários, a falta de dinheiro também está a afectar o pagamento do serviço dos médicos, bem como às empresas fornecedoras de material clínico. Ao que foi possível apurar, algumas operações agendadas para este sábado poderão mesmo ser canceladas por falta de material. As empresas fornecedoras de lentes intra-oculares e o laboratório de sangue já terão recusado entregar mais material se as facturas em dívida não forem pagas. A situação, como confirmou ao Semanário TRANSMONTANO o director clínico, Afonso Videira, também já levou alguns médicos a “ameaçar” abandonar o hospital. Mas o alegado estrangulamento financeiro da Misericórdia não é o único factor que está a provocar o caos na gestão da unidade, que se destaca nas áreas de cirurgia oftalmológica e ortopedia. O sócio da Lusipaços, a quem, em Fevereiro passado, a Misericórdia pagou 5.500 euros pelos 33,33 por cento da sua participação na empresa (conforme um recibo de quitação a que o ST teve acesso), um negócio que acabaria por não se concretizar, apareceu subitamente. Dario Barros Martinez, que, segundo uma informação da Guardia Civil de Ourense, a pedido de localização de um juiz de um tribunal da mesma cidade, se encontrava em paradeiro desconhecido, em Julho deste ano, quer agora assumir o cargo de gerente. No passado dia 13 interpôs uma providência cautelar, já aceite, para suspender a nomeação de um gerente que, ao que foi possível apurar, tinha sido sugerido por algumas entidades da cidade, por “gozar de prestígio” e, desta forma poder apaziguar os ânimos. Em causa estava Gaspar Borges, antigo presidente da Junta de Freguesia de Valpaços. Para justificar a providência cautelar, o advogado de Dario Martinez, o mesmo da Santa Casa, António Telmo Moreira, terá alegado ilegalidades na acta de nomeação.

Contactado pelo ST, José Ignacio Lopes, o sócio maioritário, em função de uma procuração do terceiro sócio, garante que já está a contestar a providência. “Eu sei que o Tribunal me vai dar razão, o meu problema é tempo. O pacto social obriga à assinatura de dois gerentes, e com Gaspar Borges suspenso estou de mãos atadas. Não posso sequer assinar os cheques para pagar aos fornecedores. Já este sábado podem estar em causa as cirurgias que estavam programadas”, explicou. Quanto à guerra com a Santa Casa, José Ignacio fala em “sede de poder” por parte da instituição. “Eu não entendo como é que a Santa Casa apoia o sócio Dario Barros, que desde 2001 nunca mais apareceu por aqui, tem problemas com a justiça e o fisco, e não apoia Gaspar Borges, que é uma pessoa com prestígio na cidade e até é irmão da Misericórdia. Porquê?”, questiona José Ignacio, médico de formação, para concluir: “A Misericórdia quer acabar com o Hospital, mas não quer ficar com a culpa, então, está a fazer de tudo e a usar todos os meios para que pareça que a culpa é dos ‘espanhóis’”.

Quem também não percebe a postura da Santa Casa é o director clínico do Hospital, o valpacense Afonso Videira. “A Misericórdia está a pôr em causa um acordo que assinou com uma empresa espanhola que é a Cosaga e que tem gerido o hospital, apesar de alertada por mim e pelo próprio presidente da Câmara para que haja entendimento e as coisas cheguem a bom porto”. Para Afonso Videira, se não houver entendimento, “o mais provável, é que o hospital encerre”. “Espero bem que não, porque se trata de um hospital que faz imensas cirurgias oftalmológicas e ortopédicas e presta um excelente serviço à população”, defende.

O presidente da Câmara também se mostra preocupado com a situação. “É uma mais valia local e regional, com valências que funcionam muito bem. Tudo faremos para que continue e para que as partes se sentem à mesa e resolvam o conflito”.

 

fonte: semanario transmontano



publicado por AJREIS às 11:39
Sábado, 18 de Setembro de 2010

Na aldeia de Argeriz em Valpaços há uma videira, uma só, que produz quase uma pipa de vinho. A cepa tem trinta anos e cobre por completo o terraço de uma casa.

Ver video:

 



publicado por AJREIS às 17:48
Terça-feira, 14 de Setembro de 2010

Valpaços viveu mais de uma semana de actividades para todos os gostos, proporcionadas pela autarquia. Entre 28 de Agosto e 5 de Setembro não faltaram atractivos para quem visitou a Capital do Folar, num investimento para a autarquia de cerca de 125 mil euros.

O jardim público recebeu centenas de pessoas, no sábado, 28 de Agosto, que assistiram ao XXVII Festival de Folclore, com actuações de grupos de todo o país. Foi a primeira das muitas enchentes que assistiram aos concertos e actividades culturais ao longo de mais de uma semana. O programa, que conciliou, como habitualmente, a programação profana com os festejos religiosos, apostou na diversidade, procurando assim atrair todos os tipos de público.

Desporto, Pintura ao Vivo, Gala dos Fados deliciaram valpacenses e visitantes, bem como a actuação do grupo valpacense “Cronologia dos Sons” e do Grupo de Cavaquinhos “Gerações”, de Mafamude. A procissão de velas desceu a avenida na quarta-feira, dia 1, levando o andor de Nossa Senhora da Saúde do Santuário à Igreja Matriz, seguida do concerto pela Banda Municipal de Valpaços. Na mesma noite surge outra das novidades deste ano das Festas 2010 do concelho de Valpaços: a Young Night.

Uma noite de e para os jovens valpacenses, que contou com a actuação dos “The Dog Biscuits” e DJ’s. “O artista português Fernando Pereira foi uma das principais atracões das Festas de Valpaços. O cantor e imitador português desde 1982 com contou uma multidão para o ver na Rotunda do Tanque Novo, quinta-feira, dia 2. A sexta-feira teve algumas novidades preparadas. Depois de mais uma perícia nocturna, que reúne, ano após ano, muitos amantes do desporto automóvel, a noite foi de nostalgia, num concerto apelidado de “Memórias”, que reuniu grupos valpacenses que já existiram no concelho.

Sábado, dia 4, dia da grande romaria

O primeiro sábado do mês de Setembro é sinónimo de festa em Valpaços. O dia principal das festividades em honra de Nossa Senhora da Saúde começa bem cedo, com a chegada das bandas de música e actuação das mesmas. O Circuito Motorizado começou ao início da tarde, antes da procissão, que atrai, ano após ano, milhares de fiéis, que acompanham a imagem de Nossa Senhora da Saúde da Igreja Matriz ao Santuário.

À noite o arraial contou também com a presença de Joana, cantora portuguesa de música popular. Foram milhares os visitantes que esperaram pelo fogo-de-artifício, cerca da uma da manhã, e as melhores expectativas confirmaram. No Domingo ainda houve música no Santuário de Nossa Senhora da Saúde, não antes das provas de ciclismo, que atraem à cidade dezenas de ciclistas amadores e profissionais.

 

Fonte: Noticias de Vila Real



publicado por AJREIS às 23:36
Domingo, 12 de Setembro de 2010

Dois homens com 21 e 28 anos foram detidos ontem à tarde (dia 6), em Santiago Ribeira de Alhariz, Valpaços, por posse de produto estupefaciente. A acção, desenvolvida pela GNR de Valpaços, permitiu apreender 18 plantas de cannabis cultivadas e outras 12 já em secagem. Os militares deram ainda cumprimento a um mandado de busca domiciliária tendo apreendido, por medida cautelar, uma espingarda de caça, calibre 12, registada em nome de uma terceira pessoa. Foram constituídos arguidos e prestaram Termo de Identidade e Residência.

Fonte: GNR



publicado por AJREIS às 22:18
Sexta-feira, 20 de Agosto de 2010

foto

A Equipa de Intervenção Fiscal da GNR de Chaves apreendeu centenas de imitações de conhecidas marcas de roupa e de acessórios de moda na feira mensal de Carrazedo Montenegro, em Valpaços. Em causa estão quase 600 t-shirts das marcas Adidas, Nike, Puma, Pepe Jeans e Benetton; cem pares de sapatilhas das marcas Nike e Puma; 16 óculos Ray-Ban; 69 cintos das marcas Hugo Boss, Giorgio Armani, Prada, Louis Vitton, Levis e Diesel e ainda três carteiras Dolce e Gabanna. No total, o valor da mercadoria ascende aos 25.500 euros.

Durante a operação, que decorreu na passada terça-feira, foram identificados dois indivíduos, com 28 e 37 anos, residentes em Valpaços e em Verín, Espanha.

 

fonte: semanario transmontano



publicado por AJREIS às 10:58
Sexta-feira, 09 de Julho de 2010

Desconhecidos assaltaram ontem o Tribunal Judicial de Valpaços, de onde levaram um tapete de Arraiolos que estava pendurado na sala de audiências, um sintetizador, uma câmara de vídeo-conferência e uma impressora.

CM



publicado por AJREIS às 22:06
Valpaços

Acidente durante obras de saneamento deixa dois homens, 45 e 54 anos, soterrados. Acabaram por ser salvos.

Foram momentos de grande angústia vividos ontem na pequena localidade de Valongo, na freguesia de Ervões, Valpaços, quando os funcionários de uma empresa a que tinha sido adjudicada a instalação do saneamento básico ficaram soterrados durante mais de três horas, após um deslizamento de terras.

Tudo aconteceu por volta das 16.30, quando depois de abrirem uma vala, dois funcionários da empresa Fausto e Eduardo, de 45 e 54 anos, sem escorarem devidamente o terreno, saltaram para o buraco para procederem à instalação das manilhas de grandes dimensões, onde posteriormente iria funcionar uma caixa. Nesse momento, e com os dois homens no buraco, ocorreu um deslizamento de terra e ambos ficaram soterrados com grandes quantidades de terra em cima. O pânico instalou-se e pensou-se logo no pior.

As tentativas para remover as pedras e a terra começaram de imediato, mas inicialmente os homens não davam sinal. Para o local foram os bombeiros de Valpaços, de Chaves e de Carrazedo, bem como a Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) de Vila Real e a SIV de Mirandela.

Outro trabalhador da mesma empresa, que sabia onde os colegas se encontravam, começou a retirar terra e foi quando se aperceberam do pedido de socorro, sinal de que alguém estava vivo.

Mesmo assim, a retirada foi complicada. O primeiro homem foi retirado por volta das 19.00 e o segundo por volta das 20.30.

DN



publicado por AJREIS às 21:44
Terça-feira, 04 de Maio de 2010

O GD Valpaços fez história e é a primeira equipa do concelho a vencer a Taça Distrital de Futsal Masculino. Num encontro só decidido após o prolongamento, o GDV, depois de estar a perder por 3-1, ainda foi alcançar a vitória.
Um jogo, no mínimo, emotivo aquele que se disputou no Pavilhão Dr. Francisco Gomes da Costa, em Vila Pouca de Aguiar, na tarde do passado sábado, dia 17, e que decidia o titular da Taça de Futsal Distrital Masculino.
Entraram melhor os valpacenses que inauguraram o marcador, pelos pés de Toyota, ainda não tinham decorrido dois minutos de jogo. Contudo, a jovem equipa de Peso da Régua mostrou que não tinha chegado à final “a passeio” e, três minutos depois, empata o marcador.
A equipa de Álvaro Santos, sofrendo com a ausência de Nico, por castigo, mantinha o jogo equilibrado e a aguentava a pressão do adversário. Maia ia mostrando trabalho, a justificar a titularidade, mas, quando passavam oito minutos de jogo, não consegue evitar o 2-1, e equipa A. Beira Douro adianta-se no marcador.
Verificaram-se alguns erros na equipa de arbitragem, que poderiam ter conduzido o jogo de outra forma, como amarelo apenas a um jogador, quando dois jogadores, um de cada equipa reclama, mas as falhas parecem não ter afectado o rumo do jogo.
Depois de ambas as equipas chegarem à quinta falta, a equipa de arbitragem vê a sexta feita pelo GDV, mas Maia defende. O mesmo se regista na sexta falta marcada à equipa do Douro, e na sétima é o adversário do GDV que remata bem ao lado da baliza de Maia.
A boa prestação das equipas continuou no segundo tempo, mas o GDV superiorizou-se quando jogou “em equipa” e a perder por 3-1, alcançou o empate que permitiu o prolongamento, onde dominou e foi mais objectivo.
As duas equipas estiveram bastante semelhantes e o guardião duriense negou várias vezes o golo ao actual segundo classificado do campeonato.
Três minutos decorridos da segunda parte e os durienses aumentavam a vantagem para 3-1.
Pouco depois, Rodas ameaça com uma bola à trave, Maia também optava pelas bolas altas, até que Padilha começa a reviravolta no marcador para o Valpaços, sensivelmente, a meio do segundo tempo. Bruno Silva, pouco depois, garante o prolongamento com o empate a 3 bolas, ainda que o guardião adversário tivesse continuado a “brilhar” e a dificultar a vida aos valpacenses.
Prolongamento decide vencedor da Taça
O período de prolongamento foi “de loucos”, com o GDV a inverter o jogo, mas com a dúvida do vencedor até ao final, pois os durienses continuaram a dar uma boa réplica.
Nos primeiros cinco minutos, os valpacenses desempataram através de Padilha, deixando tudo em aberto para os cinco minutos finais. Na conversão de um livre directo, Bruno Silva não perdoa e resolve a questão, bastando, depois, aos valpacenses gerir a posse de bola, o que enervou os reguenses que não suportaram a pressão no período final.

Cenas de pancadaria dentro e fora do campo
A aproximadamente vinte segundos do fim, já com o resultado feito, o encontro entre as duas equipas finalistas ficou marcado por cenas de violência que não se justificavam e que nasceram, quanto nos foi possível perceber, de uma falta cometida por um jogador do Valpaços que foi seguida de insultos, e empurrões, dentro das quatro linhas e junto dos bancos de suplentes.
Horácio ainda assumiu a baliza, depois da expulsão de Maia, mas nem chegou a fazer o gosto “à mão”.
Depois da confusão que se gerou, o árbitro mostrou quatro cartões vermelhos e o jogo acabou sem se saber, ao certo, quantas pessoas estavam em campo.
Também na bancada se gerou confusão entre os adeptos, foi necessária a intervenção da GNR de Vila Pouca de Aguiar para acalmar os ânimos, mas, como quase sempre nestas situações, não se sabe a origem nem o porquê.O GD Valpaços conquistou, assim, a I Taça de Futsal Distrital Masculino para o concelho, ao mesmo tempo que continua na corrida para o lugar

 

 

Fonte: Jornal a voz de chaves



publicado por AJREIS às 09:20
Segunda-feira, 15 de Março de 2010

Em Valpaços provar o bom Folar


 

15.03.2010

Trata-se de mais uma edição da Feira do Folar, a 12ª, naquela que quer ser conhecida como “capital do folar”. Um evento que, para além daquela especialidade, aposta na animação.

Bandas filarmónicas, ranchos folclóricos, concertinas e o VIII Passeio de Cicloturismo «Rota do Folar» são algumas das atracções inseridas no evento que decorre no Pavilhão Multiuosos.

A organização é da responsabilidade da autarquia local.
 



publicado por AJREIS às 12:21
Quinta-feira, 14 de Janeiro de 2010

Um homem esteve mais de três horas à espera para ser visto por um médico na Urgência de Chaves, morreu passado pouco tempo. Inconformada, a família reclamou junto da instituição.

Acompanhado de duas pessoas da família, António Afonso, de 73 anos, deu entrada nas Urgências do Hospital de Chaves cerca das 12.30 horas. Segundo as familiares, o idoso, residente na Gorda, em Montalegre, queixava-se de fortes dores abdominais, de estar muito inchado na barriga, de ter vómitos e diarreia. Foi triado de verde, cor associada a casos não urgentes. Já teria passado mal a noite, segundo a família.

Ficou sentando numa cadeira de rodas na ante-sala da Urgência. «Ele estava todo aninhado na cadeira, via-se mesmo que estava cheio de dores. Eu ainda fui falar com uma enfermeira, mas ela disse-me que não havia nada a fazer, que só havia dois médicos nas urgências», recorda uma familiar.

Quase três horas depois, o estado de saúde do idoso ter-se-á agravado. «Suava muito e começou a sentir falta de ar e a ter convulsões. Eu perguntei-lhe: «o tio está bem?» Ele só me disse: estou muito cansado. Então eu disse à minha mãe: chama alguém por favor que o tio vai morrer aqui!». Perante a aflição das duas mulheres, António terá sido chamado para nova triagem. Desta vez, foi-lhe dada cor laranja, associada a casos urgentes. Minutos depois, foi visto por um médico. Já na maca, terá tido diarreia e começado a sangrar pelo ânus.

De acordo com a família, o óbito acabaria por ser declarado às 17.17 horas, menos de hora e meia depois de ser visto por um médico. A causa de morte declarada aponta para «edema pulmonar consequente a demência».

A família não se conforma. «O tio António não merecia morrer assim! Não é justo estar ali aquelas horas e ninguém querer saber», disse a familiar, que, ontem, apresentou uma reclamação no Livro Amarelo da instituição.

«Eu não ganho nada com isto, mas é só para alertar as pessoas para as condições de saúde que temos nos hospitais da região», justificou a mesma pessoa da família do doente que acabou por morrer.

O JN tentou ouvir uma reacção do presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro, no qual está integrada a unidade flaviense. No entanto, Carlos Vaz nunca atendeu.

As Urgências do Hospital de Chaves têm registado um anormal congestionamento desde o Natal, por falta de clínicos gerais.

Anteontem, por exemplo, em vez dos habituais dois médicos de Medicina Interna, também só esteve um a prestar serviço.

Na segunda-feira, alguns doentes abandonaram mesmo a Urgência sem ser atendidos. E, na época do Natal, um clínico geral esteve a trabalhar mais de 60 horas seguidas, por não ter quem o substituísse. O serviço só ontem terá regressado à normalidade.

 

Fonte: diário de trás -os-montes 04/01/2010



publicado por AJREIS às 09:50
Terça-feira, 12 de Janeiro de 2010

Dois homens foram detidos pela GNR de Chaves no âmbito de uma investigação sobre 11 crimes de furto qualificado verificados, em Valpaços, e tráfico de estupefacientes. Depois de buscas domiciliárias, foram apreendidos 25 panfletos de cocaína, 2 de heroína, um Fiat Palio, diversos objectos relacionados com o tráfico de droga, 2 computadores, 6 telemóveis, várias peças de roupa e calçado, uma caixa de ferramentas utilizadas nos arrombamentos e cheques já utilizados na prática de burlas.
 

fonte: A voz de trá-os-montes



publicado por AJREIS às 15:45
Segunda-feira, 04 de Janeiro de 2010

Não há somente factores de incapacidade interna, que provocam o despovoamento, mas também, paralelamente, existem políticas bem estruturadas, nos países estrangeiros de acolhimento, para aí fixar os nossos emigrantes, de forma definitiva.

Numa breve retrospectiva, a partir dos anos 60 do passado século, primeiro “a salto”, e depois de modo legal, grande parte da população em idade adulta, emigrou, sobretudo, para a Europa (França, Alemanha, Luxemburgo, Suíça, etc.)

Desta época heróica, da emigração clandestina, conhece-se em Valpaços, como em todo o Trás-os-Montes, dramáticas “ histórias de sofrimento e de custosas passagem de fronteiras “ que dariam livros de memórias fantásticos.

Alguns desses países tinham saído há poucos anos da 2ª Guerra Mundial e tinham ficado com pouca população jovem, provocado pela perda dos milhares de soldados, que morreram nas linhas de combate.

Em Portugal devido a uma política astutamente doseada, de colaboração com as 2 facções em confronto (Aliados e Alemanha nazi), Salazar evitou que os portugueses fossem atingidos pela guerra, embora à custa de grandes sacrifícios alimentares, e mesmo fome, segundo se diz, por parte da população mais pobre.

Daqui resultou que acabada a Guerra, enquanto Portugal, tinha muita gente nova, mas muita pobreza, a Europa Ocidental, renascia da Guerra através do plano Marshall, mas faltava-lhe a mão-de-obra jovem, que tinha morrido em combate.

Portanto a emigração surgiu, como um reequilibrar dos pratos da balança, aliviando a pressão de população excedente em Portugal, para a redistribuir, pelos países europeus, ricos, mas carentes de mão de obra, não qualificada, para os trabalhos de reconstrução nacional.

Como diz o ditado, juntou-se a fome á vontade de comer, e nada conseguiu travar a população portuguesa de procurar melhores condições de vida nos países ricos da Europa.

Primeiro emigrando os cabeças de casal, essencialmente homens dos meios rurais, que viviam primeiramente em condições extremas de subsistência, nos chamados " bidonvilles".

Gradualmente as condições de vida melhoraram e começaram a chamar as famílias, passando a viver em melhores habitações e melhorando o seu nível de vida.

Os filhos foram-se integrando e frequentando o Ensino na sociedade francesa, daí sucedendo uma identificação cada vez maior com os países de acolhimento, a que se acrescentou uma maior fusão de costumes e culturas, com casamentos entre a população portuguesa e a população desses países, sendo hoje a segunda e terceira geração de origem emigrante, como franceses de pleno direito.

Com mais raízes nesses países do que em Portugal, com melhores condições de acesso á saúde e a empregos, do que em Portugal, as novas gerações, esquecem cada vez mais os países de origem dos seus pais e adaptam-se e ganham raízes, nesse países ricos que os acolheram.

Como aí se fixam os filhos e os netos, os emigrantes da primeira geração, agora já avós, embora com saudades da sua terra natal e de Portugal, vão gradualmente optando por ficar nesses países de acolhimento, junto dos seus familiares mais novos, que ai residem, trabalham e estão integrados.

A deslocalização destas enormes quantidades de famílias portuguesas, para fora de Trás-os-Montes, muitas delas, de forma definitiva, são também uma das causas do despovoamento transmontano, uma vez que Portugal não lhe criou as condições de emprego e bem-estar semelhantes às condições de bem estar, que eles têm nos países estrangeiros.

Uma politica inteligente de integração dos emigrantes portugueses, nesses países europeus, proporcionando-lhe melhor Saúde, facilidades no acesso a habitação própria, mais segurança em empregos. Agora qualificados, origina, que Portugal e Trás-os-Montes em particular sejam vistos, como lugares despovoados, desertificados e sem futuro…

Já existe hoje uma tendência gradual, para os emigrantes venderem as suas casa em Portugal, e construírem habitação própria, nos países europeus onde trabalham, como se pode detectar, a titulo de exemplo no concelho de Valpaços, neste fim de ano de 2009, onde as placas de “ vende-se” são em grande número, daqui resultando uma grande crise, no sector imobiliário.

Daqui resulta, que se cava cada vez um major abisma, entre o Trás--os-Montes pobre e isolado e os países industrializados, num tremendo ciclo vicioso, que cada vez aprofunda mais essas diferenças.

Voltando sempre á raiz do problema, enquanto não se optar, (se ainda formos a tempo?) por fazer uma regionalização eficaz e criar uma região própria de Trás os Montes, que face aos seus fracos índices económicos, aqui concentre efectivamente uma grande parte dos fundos estruturais da União Europeia, e se crie riqueza e trabalho, jamais passaremos da cepa torta.

Oxalá os políticos, neste novo ano auspicioso de 2010, façam avanços frutuosos, nestes domínios, e se consolide um adequado projecto de regionalização.

 

 

 

José Mourão: semanário transmontano



publicado por AJREIS às 10:48

Vila Real: Irmãos de cinco meses e dois anos usados para a mendicidade Crianças eram usadas para mendigar, situação que foi descoberta pelas autoridades antes do Natal

Retirados há uma semana aos pais que os usavam para a prática da mendicidade, dois bebés de nacionalidade romena estavam a viver no Centro de Acolhimento Temporário (CAT) de Vilarandelo, Valpaços. E foi exactamente desse local que esta semana a menina de cinco meses e o irmão de dois anos foram roubados por um homem que dizia ser tio de ambos. O paradeiro das crianças é desconhecido, contudo o caso já foi denunciado ao tribunal que deverá acusar o CAT de negligência visto ter permitido que o homem ficasse a sós com as crianças.

 

A situação de maus tratos em que os bebés viviam foi descoberta poucos dias antes do Natal, quando duas magistradas do Tribunal de Vila Real, ao dirigirem-se para o local de trabalho, se depararam com as crianças a pedir dinheiro na rua com os pais. Bastante maltratados, os bebés permaneciam no local há já várias horas, sujeitos ao intenso frio e à forte chuva que naquele dia se fazia sentir. Mas não choravam.

A bebé de cinco meses estava deitada no chão gélido das escadas do tribunal. Abaladas com a imagem das crianças a serem usadas para a mendicidade, as magistradas decidiram denunciar o caso à PSP. Chamada também ao local, a Segurança Social tentou durante todo o dia encontrar um local para as crianças ficarem, mas sem sucesso. Só ao início da noite foram encontradas vagas para ambas no CAT de Vilarandelo.

Os bebés ficaram à guarda do centro que, até à data do desaparecimento, ainda não tinha autorizado qualquer visita por parte dos pais dos menores.

Esta semana, um homem, também de nacionalidade romena, entrou no centro e, alegando ser tio das crianças, pediu para as ver. As técnicas acederam e deixaram as crianças numa sala com o homem. Minutos depois e aproveitando um momento em que uma funcionária se ausentou, o indivíduo desapareceu do local com os bebés, para parte incerta.

O CM tentou contactar o CAT de Vilarandelo, mas, até ao fecho desta edição, tal não foi possível.

PORMENORES

VINTE CRIANÇAS

Em funcionamento desde o dia 1 Fevereiro de 2001, o Centro de Acolhimento Temporário de Vilarandelo tem capacidade para acolher vinte crianças em situação de risco.

MUITO AGITADO

No CAT, o homem que alegou ser tio das crianças mostrou-se bastante agitado e apenas pedia repetidamente para as ver. O homem insistiu ainda durante algum tempo até que a funcionárias acedeu a que entrasse.

RENDIMENTO MÍNIMO ATRIBUÍDO À FAMÍLIA

Apesar de viverem da mendicidade, os pais dos dois bebés recebem o rendimento mínimo, que todos os meses lhes é entregue pela Segurança Social de Vila Real.

Os dois romenos são vistos com frequência naquela cidade, contudo, quando questionados pela PSP sobre o local onde residiam, disseram ter uma casa em Espinho e chegaram a dar uma morada. No entanto, o paradeiro dos pais, tal como o dos bebés, é desconhecido. A polícia espera agora que a família volte à cidade para receber o subsídio mensal a que tem direito.

 

fonte: correio da manhã



publicado por AJREIS às 10:42
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