Segunda-feira, 02 de Setembro de 2013

QX13_Ricardo Sousa_SapardosRicardo Sousa foi a Valpaços ganhar as duas mangas da penúltima jornada do “Nacional” de Quad-Cross, ficando isolado no comando da competição.

A organização, a cargo do Moto Clube os Valpacenses, desenvolveu um grande esforço para repor em condições suficientes a sua pista, devastada por um incêndio duas semanas antes. Tubagens novas, instalação de rede eléctrica e outras estruturas permitiram concretizar a realização da prova, numa tarde de calor intenso.

A primeira manga de Open/Basic reuniu 7 pilotos, dos quais só Ricardo Sousa e Diogo Campos pertenciam à Open. Embora tenha feito o “holeshot”, Campos foi ultrapassado por Sousa ainda na primeira volta, e este depois liderou até final, batendo o rival por 20,8s. As posições seguintes foram sempre ocupadas pelos melhores representantes do Basic, Firmino Salazar e Beto Paiva, mas este último não alinhou depois na segunda manga, por estar fisicamente indisposto.

Na segunda manga a história da corrida ficou decidida logo à segunda volta, quando Diogo Campos desistiu após violenta queda, por se ter partido a rótula de uma roda. Ricardo Sousa ficou na frente para repetir o êxito, outra vez seguido por Firmino Salazar, e agora com Jairo Alves no 3.º posto, o qual era ocupado até perto do fim por Pedro Silva, que se ressentiu de lesão num ombro e acabou em 5.º, também atrás de Nuno Gonçalves.

Na classe de Iniciados, Tomás Clemente venceu destacado nas duas mangas, que liderou todo o tempo, sempre secundado por Eduardo Santos e com João Delgado no 3.º lugar.



publicado por AJREIS às 16:45
Quarta-feira, 26 de Junho de 2013

O Tribunal de Contas (TdC) condenou dois presidentes de juntas a multas de 1.408 e de 2.142 euros por não terem apresentado as contas das respetivas freguesias relativas a vários anos, em sentenças publicadas hoje.

As sentenças foram hoje publicadas no Diário da República, mas datam de 01 de março.

O presidente da Junta de Arruda dos Vinhos, Márcio Bruno Viduedo Dionísio, foi indiciado pela "falta injustificada de remessa de documentos solicitados pelo Tribunal" relativos às contas da junta de freguesia dos anos de 2004, 2006 e 2007 e foi condenado a pagar uma multa de 2.142 euros (714,00 por cada uma das três infrações) e ainda 321 euros de emolumentos.

O presidente da junta de freguesia de Sanfins, no concelho de Valpaços, Leonardo Paredes Batista, está indiciado pela "falta injustificada de remessa" das contas de 2010 e de documentos solicitados posteriormente pelo tribunal e foi condenado a pagar 1.224 euros, além de 184 euros relativos a "emolumentos do processo".

Relativamente a Arruda dos Vinhos, "foi o responsável notificado para remeter a documentação em falta, bem como para prestar esclarecimentos sobre os saldos negativos de abertura e encerramento relativamente ao exercício de 2007", realça o TdC, salientando contudo que "não foi recebida nos serviços do tribunal qualquer resposta às notificações efetuadas".

O TdC decidiu considerar que o autarca de Arruda dos Vinhos não prestou as contas que "deram entrada no Tribunal de forma incompleta, omitindo designadamente as 'relações nominais de responsáveis' e as respetivas 'atas de aprovação pelo órgão executivo' referentes às três gerências, bem como o 'mapa de operações de tesouraria' relativamente à gerência de 2007", realçando que "a prestação deficiente equivale à não-prestação, uma vez que constitui um obstáculo que impede a efetiva verificação".

No caso de Sanfins, a freguesia deveria ter apresentado as contas de 2010 até 30 de abril de 2011, sendo que "que tal diligência é responsabilidade pessoal do presidente da Junta de Freguesia", não tendo sido entretanto "remetidos ao Tribunal de Contas pelo responsável", realça o TdC.

O Tribunal considerou que os dois autarcas agiram "de forma livre e consciente", sabendo serem as suas "condutas omissivas proibidas por lei", mas não dá como provado que tivessem "agido com a intenção deliberada de não remeter a documentação de prestação de contas ao Tribunal".

Nas sentenças, o TdC avisa que esta "responsabilidade financeira é pessoal, não podendo por isso serem usados dinheiros públicos no pagamento das condenações, consubstanciando tal conduta infração de natureza financeira e criminal".

O TdC adverte ainda que, "caso continue a verificar-se a falta injustificada dos documentos de prestação de contas, após trânsito, será a falta comunicada ao Ministério Público do Tribunal Administrativo competente, com vista à propositura da ação de dissolução do órgão autárquico".

RCS // ZO

Lusa/fim



publicado por AJREIS às 14:25
Sexta-feira, 14 de Junho de 2013

Negócio, sem grande procura, envolve Picões, em Valpaços e outra aldeia não identificada.

as duas aldeias têm várias casas, campos de cultivo e água. Só não têm gente MANUEL ROBERTO

 

Duas pequenas aldeias despovoadas estão à venda no distrito de Vila Real, situações que ainda não são muito comuns em Portugal, mas que tendem a aumentar devido ao envelhecimento e abandono destas povoações rurais.O negócio está entregue às imobiliárias, que dão a cara enquanto protegem os proprietários destas aldeias.

Francisco Grácio, sócio gerente de uma dessas imobiliárias, disse à agência Lusa que esta não é a primeira aldeia que tem à venda e considerou mesmo que é uma área de negócio que tende a aumentar devido ao envelhecimento das populações e ao abandono das aldeias no interior do país.

Sem especificar a localização da pequena localidade, o responsável referiu que o valor do negócio é de quatro milhões de euros, negociáveis. Todas as construções são em pedra e, pela propriedade de 63 hectares, espalham-se ainda moinhos de água, caminhos celtas, nascentes, minas de água, cascata, capela, palheiro, canastro, fonte mineira e fontanário. A envolver a pequena aldeia, abandonada deste 1974, existem ainda lameiros, pastagens e terras hortícolas.

Segundo Francisco Grácio, para este povoado foi aprovado um projecto de turismo de aldeia que permite a reconstrução de 22 casas e a instalação de 47 chalés. Até ao momento, de acordo com o responsável, ainda não houve interessados nesta aquisição.

Esta pequena aldeia está localizada num dos concelhos do Alto Tâmega. O proprietário prefere manter o anonimato do sítio para a comunicação social. No entanto, contactado pela Lusa, o presidente da junta de freguesia local, Fernando Gonçalves, lamentou que o projecto turístico previsto para a aldeia tenha ficado “na gaveta”.

“Projectos desta natureza são sempre importantes e interessantes porque trariam nova vida e dinâmica à freguesia e concelho”, disse. Na opinião do autarca, era “fundamental” que o empreendimento arrancasse porque iria atrair mais visitantes, mais gente nova e mais investimento económico a este concelho transmontano.

Em Valpaços, o proprietário colocou à venda há seis meses a aldeia de Picões. É a PWB Real Estate, do Grupo Catarino, que está a tomar conta da mediação desta propriedade com cerca de 50 hectares. O departamento de marketing do grupo adiantou à Lusa que esta pequena localidade se encontra abandonada e despovoada.

Constituído por um conjunto de casas devolutas de granito, este povoado possui ainda a capela de Santo António, que se encontra em bom estado de conservação. Possui três nascentes de água, um moinho e fica localizada perto da albufeira da barragem de Rebordelo no rio Rabaçal.

O presidente da Junta de Bouçoães, freguesia onde Picões se encontra inserida, António Tavares, disse que esta aldeia se encontra sem habitantes há cerca de 50 a 60 anos. Apesar disso, contou que, até há dez anos, ainda era usada para alguma actividade agrícola como a vinha ou a pastorícia. “Hoje, encontra-se complemente entregue ao abandono”, salientou.

Em Espanha, segundo informações divulgadas em Abril, encontravam-se à venda cerca de 60 aldeias, a maior parte das quais na Galiza, mas também nas Astúrias, Extremadura, Andaluzia e Catalunha.

 

fonte Lusa



publicado por AJREIS às 12:01
Terça-feira, 04 de Junho de 2013

Um homem de 50 anos, desaparecido desde sexta-feira, foi encontrado este domingo sem vida num poço, na aldeia de Sá, em Valpaços, avançou o Comando Distrital de Operações e Socorro de Vila Real.

O corpo do homem, segundo fonte policial, estava de pé num poço de um terreno agrícola, com cerca de três metros de profundidade, pouca água e "muito" lodo.

"O poço tinha umas tábuas a cobri-lo, pelo que dá ideia que o homem se pôs em cima delas para colocar o motor de rega, mas devem ter partido e ele caiu lá dentro", explicou a fonte.

Os familiares da vítima, que vivia sozinho, aperceberam-se do seu desaparecimento e iniciaram buscas, tendo vindo a encontrá-lo sem vida no poço, a cerca de 500 metros da sua casa.

JN



publicado por AJREIS às 10:02
Sexta-feira, 03 de Maio de 2013

Um homem de 36 anos ficou gravemente ferido na sequência de um acidente de trabalho, esta quinta-feira de manhã, nas obras de repavimentação da estrada nacional 206, que liga Torre de Dona Chama a Valpaços.

Segundo uma fonte dos bombeiros de Torre de Dona Chama, o acidente aconteceu numa zona onde decorre uma frente de obras, onde estão a ser realizados trabalhos de melhoramento do piso, entre a "Ponte da pedra" e o cruzamento de S. Pedro Velho.

A vítima ficou entalada entre um cilindro e um camião de alcatrão e foi evacuada para o hospital de Bragança no helicóptero do INEM estacionado em Macedo de Cavaleiros.

No local, estiveram ainda os bombeiros de Torre de Dona Chama com uma ambulância e a SIV de Mirandela.

fonte: JN



publicado por AJREIS às 09:42
Terça-feira, 16 de Abril de 2013
Valpaços é das universidades seniores mais ativas da região, mas também ali se faz sentir a crise. O número de alunos caiu bastante, mas ainda são mais de 100. 
 
 
Uma escola bem afinada que não é só para os mais velhos
Coro é um dos orgulhos da instituição
 

A porta entreaberta deixa ouvir as vozes afinadas. Dentro da sala, mulheres e homens impecavelmente vestidos, concentração máxima, obedecem à batuta de Adérito Silveira, que todas as quartas-feiras faz os cerca de 80 quilómetros entre Vila Real e Valpaços para ensaiar o coro da Universidade Sénior local, uma das mais ativas da região. São cerca de 120 alunos. Já foram muitos mais, mas os tempos estão difíceis, atenta Bruno Salvador, presidente da Associação Ediscere, Vincere (Aprender, Vencer), que tutela a Universidade Sénior.

"A Câmara cedeu o espaço, dá apoio e nós também andamos sempre à procura de ajuda", acrescenta. Os professores dão lições de borla. Os alunos pagam uma joia de 10 euros e pagam cinco ou 7,5 euros/mês por cada disciplina.

"O voluntariado é muito forte", confirma o diretor José Freitas. "Passo grande parte do meu tempo aqui", observa Manuel Terra, funcionário municipal, que integra o elenco diretivo. "As pessoas são muito ativas", insiste.

Tão ativas que, no coro, nasceu mais uma disciplina: aulas de guitarra. Luís Carvalho, 48 anos, toca guitarra desde os oito, ensina seis alunos. Almor Magalhães, 59 anos, é um deles: "Nunca tinha tocado guitarra, mas como gosto de música inscrevi-me logo".

A oferta letiva é vasta e inclui, este ano, ténis de mesa. Passatempo para os seniores, mas aposta da associação para atrair jovens, de forma a criar uma equipa que possa competir. Até porque a Universidade Sénior de Valpaços não é só para os mais velhos. Também há gente nova. "Apostamos na aprendizagem ao longo da vida. E o convívio entre gerações é importante", diz Bruno Salvador.

fonte: JN



publicado por AJREIS às 09:59
Segunda-feira, 15 de Abril de 2013

Uma família italiana e um casal valpacense vão investir cerca de 5 milhões de euros numa fábrica de transformação de castanha, em Carrazedo Montenegro, freguesia de Valpaços. As obras arrancam no início da próxima semana e , se os prazos forem respeitados, a indústria, onde a castanha será depilada e congelada, antes de ser comercializada, já estará em funcionamento na próxima apanha.

 
 
Parceria luso-italiana investe em fábrica para processar castanha
Castanha vai ser processada em Valpaços
 

Pelas contas dos empresários, o investimento deverá empregar cerca de 30 pessoas.

A transformação da castanha, um negócio que respresenta mais de 20 milhões de euros, era uma ambição antiga. Até agora, toda a castanha produzida no concelho era vendida em fresco.

fonte JN



publicado por AJREIS às 14:40
Quarta-feira, 20 de Março de 2013

Valpaços

foto

Feira do Folar promete atrair milhares de visitantes

O folar volta a ser rei em Valpaços. Entre os próximos dias 22, 23 e 24 de Março, o município acolhe a XV edição da Feira do Folar, evento que concentra num só espaço, Pavilhão Multiusos, o melhor que o concelho tem para oferecer na gastronomia e produtos locais.
São quase uma centena de expositores que marcarão presença no certame e mostrarão aos milhares de visitantes esperados a qualidade e as particularidades de uma série de produtos, onde o destaque vai para o Folar.
Durante três dias o certame conta muita animação, mostra de produtos e actividades socioculturais. Espectáculos que vão desde a música tradicional ao folclore, entre outras actividades paralelas, complementam o saborear de produtos.

Impulso para
o empreendedorismo

A organização, a cargo do Município, está confiante num aumento, este ano, de visitas e vendas na Feira do Folar, com um volume de negócios superior a um milhão de euros. “Nos acreditamos que este ano este ano estará a rondar os mesmos valores mas confiamos que ainda será superior ao ano passado” sublinha o vice-presidente da Câmara Municipal e responsável pelo evento, Amílcar Almeida.
Para a organização, o Folar pode ser um importante impulso para o empreendedorismo. Com um preço acessível, o folar tem a sua venda garantida. O preço do folar ronda os 8 e 10 euros. “É um produto barato, podemos dizer, tendo em conta ser um produto tão apreciado durante o período de Páscoa que é o falar ou propriamente o fumeiro. Nós produzimos certamente o melhor folar do país”, acrescenta Amílcar Almeida.
Este certame é dedicado úni­ca e exclusivamente à venda de produtos do concelho valpacense, embora as solicitações de produtores de concelhos limítrofes sejam cada vez mais. “É a nossa característica esta é a feira da terra e nós fazemos questão de quem participa neste evento sejam do concelho de Valpaços, não aceitamos produtores de outros concelhos embora hajam muitos pedidos”, esclarece o responsável.
Este ano, como novidade, a feira abre as portas mais cedo, por volta das 10 horas, devido às excursões programadas para a região. A autarquia investe 100 mil euros neste evento e são esperados cerca de 80 mil visitantes.



publicado por AJREIS às 09:34
Sexta-feira, 15 de Março de 2013

Valpaços, 14 mar (Lusa) - O líder da concelhia do CDS-PP de Valpaços, Sebastião das Neves, é o candidato à presidência da câmara nas próximas eleições autárquicas, para combater a desertificação do concelho, disse hoje o próprio à Lusa.

Sebastião das Neves, de 56 anos, comerciante, assume como prioridade o investimento na agricultura, "forte" da cidade de Trás-os-Montes, para atrair jovens e impulsionar a economia local.

Na sua opinião, a agricultura tem de se industrializar, pelo que é "fundamental" reforçar os apoios aos produtores para que ganhem "escala e projeção".

O candidato, que concorre à Câmara de Valpaços pela segunda vez, considerou que, numa altura de crise, as pessoas, sobretudo jovens, veem na agricultura uma "saída", daí a importância do setor.

Além disso, Sebastião das Neves garantiu "lutar" pela reabertura do Hospital de Valpaços, encerrado em 2011 e administrado pela misericórdia, porque se trata de uma "necessidade básica".

"As pessoas não podem ter uma vida digna se não tiverem acesso a cuidados de saúde", disse.

Nesse aspeto, considerou o candidato, o atual executivo social-democrata tem sido "muito passivo".

Outra das apostas de Sebastião das Neves é o investimento nas aldeias que estão, na sua opinião, "cada vez mais" desertificadas.

E, acrescentou, "é importante dinamizar as localidades do concelho, dar melhores condições aos seus habitantes e melhorar os acessos rurais".

A sua principal linha de atuação, revelou, será a de reconquistar pessoas para viver, trabalhar e estudar na cidade de Trás-os-Montes.

O candidato do CDS-PP considerou que o ex-presidente da Câmara de Valpaços, Francisco Tavares (PSD), que esteve 27 anos no cargo e saiu em janeiro para dar espaço a outros, "aniquilou" o concelho.

"Durante todos estes anos, Valpaços perdeu mais de metade da população deixando de ser um concelho saudável", realçou.

Para este município, o PSD elegeu para candidato o vice-presidente da autarquia, Amílcar de Almeida, e o PS optou pelo independente Afonso Castro Videira.

Sebastião das Neves é o quarto candidato anunciado pelo CDS-PP para o distrito de Vila Real.

Lusa



publicado por AJREIS às 08:53
Quinta-feira, 07 de Fevereiro de 2013

Militar, que foi condenado a dois meses de prisão, queria trabalhar mas superior hierárquico quis ficar no carro a dormir.

Um militar da GNR, agora em Mirandela, foi condenado a dois meses de prisão, pena substituída por 60 dias de multa à taxa diária de sete euros, por abandonar o comandante numa patrulha quanto exercia funções em Valpaços.

Segundo a acusação a que a Agência Lusa teve acesso, nesta quarta-feira, o arguido, de 43 anos, estava escalado para o serviço de patrulha às ocorrências do dia 26 de março de 2009, entre as 01:00 e as 09:00, por troca acordada com outro militar.

A chefiar a patrulha estava, na qualidade de comandante, um cabo.

«Pelas 04:00, junto à zona industrial de Valpaços, em pleno patrulhamento, o arguido, por sua iniciativa, livre e conscientemente, abandonou estas suas funções, saindo da viatura, não mais a ela regressando e dirigiu-se, sem para tal ter qualquer motivo legítimo, para o posto», lê-se.

A acusação realça que o militar «bem sabia» não poder abandonar a patrulha, porque colocava em causa a prontidão operacional necessária ao patrulhamento.

Por seu lado, a defesa revela que, depois de darem uma volta pela cidade, o comandante da patrulha, superior hierárquico, pediu ao militar, que conduzia a viatura, para irem até à central de camionagem e estacionar.

Entretanto, explica, o comandante «deitou o banco e cerrou os olhos».

O arguido insistiu duas vezes para continuarem a patrulha e, à terceira vez, o comandante disse: «se queres policiar vai tu, deixa-me em paz.»

O militar saiu da viatura, foi até ao posto a pé e deu conhecimento da situação ao atendimento, que substituía o comando de posto, e continuou o patrulhamento com outra viatura.

«Cerca das 07:00, e como já estavam a chegar os motoristas dos autocarros, o arguido dirigiu-se ao posto e alertou o atendimento para que fosse ele a chamar/acordar o comandante», afiança.

Minutos depois, salientou, o comandante compareceu no posto e continuaram a patrulha juntos até à hora de saída.

O advogado, António Ribeiro Barbosa, afirmou à Lusa que o militar foi condenado por trabalhar ou querer trabalhar, pelo que vai recorrer da sentença.

A queixa, revelou, foi motivada por uma denúncia anónima que deu origem a um processo disciplinar, anulado duas vezes por determinação do Comando Geral da GNR.

Mas, acrescentou, na última vez entenderam que o comportamento do militar podia configurar um crime e seguiu-se o processo judicial.

O Ministério público (MP), explicou o causídico, pediu a absolvição do arguido, mas, «estranhamente», foi condenado porque o juiz entendeu que devia ficar no carro a acompanhar o «superior dorminhoco».

«O que ficou a dormir não teve consequências e o que foi trabalhar foi condenado e, por causa disto, não pode subir de categoria», disse.



publicado por AJREIS às 17:05
Sexta-feira, 16 de Novembro de 2012

O presidente da Câmara de Valpaços, Francisco Tavares (PSD), revelou hoje à Lusa que deverá abandonar o cargo em final de dezembro "por entender ser a altura indicada para o fazer".

 

"Optei, por decisão própria, abandonar as funções de presidente do executivo camarário antes do tempo, no final de dezembro, ", disse.

O social-democrata, no comando da autarquia há 27 anos, explicou não ter motivos "especiais" para abandonar o cargo, simplesmente achou que devia fazê-lo porque há "outros" capazes e com motivação para ocupar as suas funções.

Neste momento, considerou Francisco Tavares, é tempo de dar espaço a pessoas competentes para se poderem afirmar, apresentar projetos e criar uma estrutura forte para concorrer ao município e ganhar as eleições em prol do bem-estar da população valpacense.

"Não quero condicionar a vontade de ninguém e a minha continuidade na presidência, apesar de não ser nefasta, poderia faze-lo e não quero ", realçou.

Por isso, até às eleições autárquicas de 2013, o seu substituo será o número dois, António Joaquim de Medeiros, com o cargo de vereador, tal como estipula a lei.

Francisco Tavares assume que sai com muita nostalgia pelo tempo que passou no executivo, mas com a mesma dignidade e humildade com que entrou.

Acrescentando ainda que sai satisfeito com a obra feita e com a sensação de dever cumprido.

Depois de 27 anos, o autarca salienta que a evolução e o desenvolvimento do concelho são visíveis, assim como a melhoria do nível de vida dos cidadãos.

"O maior reconhecimento das pessoas foi o voto de confiança que depositaram em mim, mandato após mandato", disse.

O edil considerou que as obras que fez, tal como o saneamento, arranjos urbanísticos, eletrificação das aldeias rurais, construção de centros de dia/noite, rede de transportes escolares, espaços culturais e escolares, tornaram o município um "sitio agradável" para viver.

A "vitória" da manutenção do Tribunal de Valpaços, que numa das propostas do mapa judiciária aparecia como um dos palácios de justiça a encerrar, também marcou pela positiva o final do seu mandato.

Neste momento, o social-democrata garante não ter planos para o futuro, nem qualquer "lugar à espera", mas continuar na política deve ser "quase" uma certeza.

"Quem está na política há tantos anos não se pode afastar assim, mas a nível local não assumo qualquer cargo, agora regional ou nacional não digo não. Vamos ver o que o futuro me reserva", salientou.

 



publicado por AJREIS às 11:08
Sexta-feira, 09 de Novembro de 2012

Foi aprovado na última sexta-feira 21 de Setembro na Assembleia Municipal de Valpaços a redução e consequente  agregação de freguesias com 6 votos contra e 5 abstenções. Apesar desta votação a proposta foi aprovada pela maioria dos deputados municipais, assim o concelho de Valpaços vai fundir ou agregar  6 freguesias.

Sanfins junta-se à freguesia de Valpaços
Nozelos e Fiães junta-se à freguesia de Lebução
Barreiros  junta-se à freguesia de Sonim
Alvarelhos  junta-se à freguesia de Tinhela 
Curros  junta-se à freguesia de Carrazedo de Montenegro 



publicado por AJREIS às 10:54
Quinta-feira, 25 de Outubro de 2012

O Tribunal Judicial de Valpaços, incluído na lista dos 54 a encerrar no âmbito da nova proposta do mapa judiciário, vai afinal continuar em funcionamento, avançou hoje à agência Lusa o presidente da autarquia.

 

Francisco Tavares, que ameaçou demitir-se caso o tribunal fechasse, afirmou estar "muito satisfeito" com a decisão e considerou que o Governo foi "sensível" aos argumentos apresentados para a manutenção do palácio de justiça.

A luta, disse o autarca, valeu a pena e a população vai poder continuar a usufruir de um serviço de justiça de proximidade evitando, assim, deslocações a concelhos vizinhos e custos extras.

"O tribunal faz muita falta ao concelho, pelo que a decisão de o não fechar enche-nos de alegria", ressalvou.

O representante do Ordem dos Advogados de Valpaços, Coelho Marques, disse estar "extremamente feliz" com o recuo do Governo.

O palácio de justiça, referiu, é a última réstia de soberania existente no concelho, por isso, a sua necessidade é "inquestionável".

Segundo a proposta do mapa judiciário, a comarca de Valpaços, no distrito de Vila Real, fazia parte da lista dos 54 tribunais a extinguir porque "apresentava valores reduzidos ao nível do movimento processual".

Apesar da proposta de extinção do tribunal, o documento assegurava a criação de uma extensão judicial no concelho.

O Ministério da Justiça recuou na decisão e optou pelo não encerramento.

O presidente da autarquia e os deputados da Assembleia Municipal ameaçaram demitir-se "em bloco", caso o Governo mantivesse a decisão de encerrar o tribunal.

Também os 12 advogados da Comarca de Valpaços suspenderam a atividade no tribunal local como forma de proposto pela proposta "errada" do seu encerramento.

Os juristas pediram o adiamento de todas as diligências no Tribunal de Valpaços, salvo as situações urgentes que envolveram detidos e casos de violência doméstica ou menores.

O Bastonário da Ordem dos Advogados, Marinho e Pinto, mostrou-se solidário com a atitude dos causídicos considerando a reforma judiciária "um absurdo".

Atualmente, o tribunal, alvo de obras de remodelação em 2004, funciona com dois magistrados judiciais e dois juízes do Ministério Público (MP).



publicado por AJREIS às 21:32

Após quase 60 anos de actividade
Padre Manuel Alves cessou a actividade Pastoral

 

Padre Manuel Alves

Padre Manuel Alves

Em Setembro deste ano, após uma preocupante crise de saúde, o Padre Manuel Alves, resignou à vida pastoral. Nascera em Parafita, do concelho de Montalegre, em 1931. Terminou o curso de Teologia, no Seminário de Vila Real, em 21 de Junho de 1954.

 

Depois de servir como Pároco, em Tourém (5 anos), Salto (5 anos) e Santo Estêvão (5 anos), passou os 40 anos seguintes, fortemente empenhado na evangelização e ajuda das gentes de Valpaços. Através do Movimento dos Cursos de Cristandade da Diocese de Vila Real, desenvolveu incessante actividade pastoral.

Festejou o seu 80º aniversário, em Maio de 2011 e a organização desse acontecimento envolveu muitas centenas de pessoas quer das paróquias de Valpaços que lhe estavam confiadas, quer de muitos amigos e admiradores que quiseram aderir, ora do concelho de origem, ora das antigas paróquias que haviam sentido a sua orientação pastoral, nomeadamente: Tourém, Salto e Santo Estevão, (tendo estado 5 anos em cada uma).

A imprensa local, pela mão da jornalista Cátia Mata, escreveu no diárioatual) que nesse dia festivo «Valpaços notou um movimento pouco habitual com a chegada de muitos amigos, quer do concelho de Valpaços, quer do concelho de Montalegre. Mas também amigos de Chaves, Mirandela, Murça, Vila Real e ainda outros vindos de mais longe acorreram para a participação na Eucaristia das 11:horas celebrada pelo próprio Padre Manuel. Estiveram presentes o Grupo de Escuteiros da Paróquia e todos aqueles que o têm apoiado ao longo destes ano. Além disso, cerca de 300 pessoas preencheram o salão de festas da Quinta D. Adelaide Simões na cidade de  Valpaços, onde foi servido o almoço e, através de breves alocuções, alguns dos participantes dirigiram ao Padre Manuel palavras elogiosas e justamente merecidas. Esta festa de homenagem terminou com a oferta de algumas lembranças e com as palavras amigas e comoventes do Homem de carácter - Padre Manuel Alves - que nunca vacila perante algumas adversidades que, naturalmente, lhe vão surgindo, salientou aquela jornalista.

Licenciado em Bruxelas, o Padre Manuel Alves, leccionou no ensino público, legou, por sua iniciativa, grandes empreendimentos às paróquias que lhe estiveram confiadas, foi pregador de grandes recursos e escreveu uma dúzia de obras, de entre as quais, os 200 anos da Igreja Matriz de Valpaços. Ninguém poderá ofuscar a menina dos seus olhos: o Santuário de Nossa Senhora da Saúde que veio reforçar as estruturas arquitectónicas da moderna cidade Valpacense.

O Presidente da Câmara de Valpaços, Engº Francisco Tavares, exarou na nota introdutória do livro: 200 anos da igreja Matriz de Valpaços (2008): «Este livro engrandece o Concelho e denota a grande capacidade literária do autor. Trata ele com natural seriedade  e desenvoltura os temas religiosos, mas também já nos trouxe as suas achegas à história da sua terra natal, Parafita no concelho de Montalegre. Não sendo um Valpacense por nascimento, as suas obras perdurarão na memória de todos os que amam Valpaços. Sendo uma figura que tem marcado a nossa vida comunitária, tem sabido valorizar essa mesma comunidade, para além do âmbito da Igreja. Homem de fortes convicções, fazendo jus à naturalidade barrosã, sacerdote de palavra e prática emocionantes, Arcipreste que tem conseguido resolver os inúmeros desafios que as paróquias do concelho de Valpaços lhe têm colocado, o Padre Dr. Manuel Alves merece toda a minha consideração e estima!».

Também a Comunidade Barrosã, tem sabido aplaudir a sua postura e o seu apego ás raízes, não tenha ele sido a alma-mater da Banda de Música e conselheiro de muitos dos seus mais jovens conterrâneos.

Retirou-se, serenamente, da vida activa sacerdotal. Teve a gentileza de nos telefonar a dar conta das razões da sua saída, confessando-se cansado, recolheu ao seu ninho em Parafita. Sabendo do muito apreço que temos por ele, pediu-nos para não tornar pública a sua retirada. Pretende mesmo repousar. Mas um Homem como o Padre Manuel Alves, transformou-se, desde há muito numa figura pública. E a opinião pública gosta de saber onde essa figura, escolheu o seu refúgio. Só poderia ser em Parafita, na aldeia onde nasceu e preparou a residência para os seus últimos tempos. Que eles sejam longos, suaves e que muitos dos seus amigos possam partilhá-los. Porque Amigos assim, são cada vez mais raros.



publicado por AJREIS às 21:30
Segunda-feira, 03 de Setembro de 2012

 

Valpaços: Acidente em festa faz quatro feridos

Pelo menos quatro pessoas ficaram feridas na sequência de um acidente de mota ocorrido este sábado, durante uma prova do 57º circuito motorizado, no âmbito das festas de Valpaços, em honra de Nossa Senhora da Saúde.

 

O piloto terá perdido o controlo da mota, chocando com um monte de fardos de palha que se encontravam junto a um gradeamento, que, por sua vez, caiu sobre alguns espectadores.

Os feridos, dois ligeiros e dois graves, foram transportados para o Hospital de Mirandela.



publicado por AJREIS às 09:47
Terça-feira, 26 de Junho de 2012

Os 12 advogados da Comarca de Valpaços suspenderam hoje, por tempo indeterminado, a atividade no tribunal local, como forma  de proposto pela proposta do seu encerramento, uma "decisão errada" do Governo.

"Os advogados vão pedir o adiamento de todas as diligências no Tribunal de Valpaços, salvo as situações urgentes, que envolvam detidos e casos de  violência doméstica ou menores", anunciou hoje à Lusa o representante da  Ordem dos Advogados de Valpaços, Coelho Marques. 

Esta tomada de posição, esclareceu, é uma manifestação contra a decisão  "errada" do Ministério da Justiça de encerrar o tribunal local. 

No anúncio da decisão, hoje de manhã no Tribunal de Valpaços, os advogados  tiveram o apoio do Bastonário da Ordem dos Advogados, Marinho e Pinto, que  considerou "um absurdo" a reforma judiciária. 

Na nova proposta do mapa judiciário, a comarca de Valpaços, no distrito  de Vila Real, integra a lista dos 54 tribunais a extinguir, porque "apresenta  valores reduzidos ao nível do movimento processual". 

Apesar da proposta de extinção do tribunal, o documento assegura a criação  de uma extensão judicial no concelho. 

Coelho Marques referiu que a "greve de zelo" só irá terminar quando  a ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, inverter a decisão. 

Enquanto durar a paralisação dos 12 advogados de Valpaços, os julgamentos  agendados são adiados ou tramitados para a Comarca de Chaves ou Vila Real.

Valpaços, considerou, não pode ser "fustigado" desta forma, porque o  Palácio de Justiça é a última réstia de soberania existente no concelho.

O jurista frisou que o tribunal funciona com dois magistrados judiciais  e dois juízes do Ministério Público, o que significa que tem "movimento  processual" e razão de existir. 

Até à data, avançou, já deram entrada no Palácio de Justiça 450 processos  e existem "mais de 1.200 pendentes". 

Estes números, disse, ultrapassam "claramente" os números avançados  pelo Governo e com base nos quais decidiu fechar o tribunal. 

O representante da Ordem lembrou que no interior as estradas são sinuosas,  as pessoas são idosas e não existem transportes públicos. 

Nas cidades do litoral, frisou, tudo é mais fácil. 

O advogado salientou que o Palácio de Justiça foi alvo de remodelações  em 2004, pelo que é um "paradoxo" encerrar o que tem condições para funcionar.

Se a ministra da Justiça não recuar na decisão, Coelho Marques avançou  que os advogados irão equacionar outra "forma de luta". 

Além desta paralisação, os advogados têm em marcha um abaixo-assinado.

Com Lusa 

     



publicado por AJREIS às 13:55
Quinta-feira, 19 de Janeiro de 2012

Uma ameaça de bomba obrigou, esta tarde, à evacuação do edifício onde funciona a conservatória do registo civil e o tribunal de Valpaços.

 
 
Ameaça de bomba obriga à evacuação do edifício da conservatória e tribunal
Tribunal de Valpaços
 

Segundo a fonte, um funcionário da conservatória do registo civil recebeu uma chamada telefónica denunciando a existência de uma bomba no interior do edifício.

Avisadas as autoridades, as instalações da conservatória do registo civil e do tribunal de Valpaços, que funcionam no mesmo edifício, foram evacuadas e as actividades em curso suspensas.

Posteriormente, os militares da GNR accionaram um cordão de segurança junto às instalações impedindo a entrada no edifício e a circulação do trânsito.

No local esteve uma equipa de inactivação de explosivos da GNR de Vila Real a fazer buscas e a apurar a veracidade da ameaça, mas não foram encontrados sinais da presença de engenhos explosivos.

Esta situação, segundo fonte desta força policial, não é "virgem", dado que, não é a primeira vez que existem ameaças de bombas que não se concretizam.

 

Fonte JN



publicado por AJREIS às 21:59
Sábado, 22 de Outubro de 2011

Azeite de Trás os Montes e Douro no Top 20 mundial

Azeite de Trás os Montes e Douro no Top 20 mundial

O Azeite de Trás os Montes e do Douro está entre os 20 melhores do mundo, tendo obtido a distinção pelo Guia Flos Olei 2012 – Guia dos Melhores Extra Virgens do Mundo. Os olivicultores distinguidos foram a Cooperativa dos Olivicultores de Valpaços e a Casa Agrícola de Produção de Azeite João Batista Pinheiro Paulo.

A Cooperativa de Olivicultores de Valpaços recebeu a classificação “Feito com Amor/ Il Frantoio del Cuore”. A Casa Agrícola de João Batista Pinheiro Paulo obteve a distinção de “Melhor Azeite Virgem Extra Qualidade/Preço”.

No Guia Flos Olei 2012, elaborado pelo enólogo e gastrónomo Marco Oreggia, também foram selecionados 12 azeites de Trás-os-Montes e Douro entre os 17 portugueses presentes na edição do guia de 2012.

Os resultados conseguidos pelos produtos portugueses “demonstram a qualidade da produção regional, o esforço dos produtores para garantirem a qualidade e premeia as boas práticas desenvolvidas na região mesmo pelas grandes unidades como a Cooperativa de Olivicultores de Valpaços”, afirma a Associação dos Olivicultores de Trás-os-Montes e Alto Douro (AOTAD) em comunicado.

Também em 2010 o Azeite de Trás-os-Montes João das Barbas ficou classificado entre os 20 Melhores e a AOTAD foi galardoada com o Premio Cristina Tiliácos.

Já em 2005 o Azeite de Trás-os-Montes Romeu ficou classificado entre os 15 Melhores no Guia do Extra virgem.

O responsável pelo guia, Marco Oreggia, a convite da AOTAD visitou, em março de 2011, a região de Trás-os-Montes e Alto Douro, onde ficou a conhecer pormenorizadamente a região e os seus azeites.



publicado por AJREIS às 14:11
Sábado, 01 de Outubro de 2011

Casal rouba carro de padre

Um jovem casal de namorados – ela de 16 anos e ele de 19, que recentemente saiu de casa dos pais para viver juntos – furtou o carro do padre Manuel Alves, de Valpaços, durante o fim-de-semana. Ontem de madrugada foram apanhados pela GNR de Chaves a passear no Volkswagen. O veículo vai ser restituído ao pároco – que durante o Verão proibiu uma jovem de assistir à missa por usar uma camisola de alças.

L



publicado por AJREIS às 23:17
Sexta-feira, 15 de Julho de 2011

 

A leveza e a determinação com que Assunção Esteves entra no hemiciclo é consistente com o seu lema de vida. Mulher de fortes convicções, espírito livre e independente, adepta fervorosa do federalismo europeu. É, aos 54 anos, presidente da Assembleia da República - e fica duplamente para a História: é a primeira mulher a assumir tão elevado cargo e já tinha sido a primeira juíza do Tribunal Constitucional.

Reúne consensos em todos as alas políticas, da esquerda à direita. Acredita em Deus, defendeu o ‘sim' no referendo sobre a interrupção da gravidez e encara a sua missão como uma espécie de sacerdócio. "A política é uma coisa boa e as pessoas estão à espera que isto resulte. Esperamos todos. As coisas mais bonitas que fiz na minha vida foram na política", diz à Domingo.

Transmontana de gema

Em criança, nas ruas de Valpaços (Trás-os-Montes), saltava à corda e jogava à macaca; e em casa, à noite, tantas vezes o pai acordava, via uma luz acesa, e era a "Mariazinha" a estudar. Mas brincadeiras não faltavam. À hora da refeição, as três irmãs escondiam-se: o pai sentava-se à mesa, sentia um toque nas pernas e encontrava uma delas escondida ali debaixo. Atrás da porta estava outra e mais uma debaixo da cama.

"Quando me casei disse à minha esposa que iríamos formar todos os filhos que tivéssemos. Mas quando nasceram as minhas [três] filhas, fiquei decepcionado porque era apaixonado pela política e, naquela altura, as raparigas tinham alguma dificuldade em seguir a política e ir para a universidade", conta Manuel Esteves, pai da segunda figura do Estado português. "A minha filha [Maria Assunção Esteves] alcançou aquilo que eu sonhei para elas".

Filha do alfaiate Manuel António Esteves, hoje com 85 anos, e de Maria Efigénia de Sousa Andrade, 89, Maria da Assunção Andrade Esteves nasceu a 15 de Outubro de 1956 numa casa pequena na rua Heróis do Ultramar, em Valpaços.

Para lá do Marão ficaram também as raízes de outros contemporâneos de Assunção Esteves. Um jovem de cabelo comprido, chapéu de aba larga, camisa de flanela e calças boca--de-sino, ‘Zé Manel' (José Manuel Durão Barroso), o presidente da Comissão Europeia, que aos 18 anos entra para o curso de Direito, ao mesmo tempo que nasce para a política com a alcunha de ‘Veiga', inspirada na aldeia transmontana de Veiga de Lila, terra da família paterna. O avô foi monárquico, exilado no Brasil com a República, e nomeado por Salazar presidente da Câmara de Valpaços. Como diria Miguel Torga, no "Reino Maravilhoso" (Trás-os-Montes) passaram ainda a infância ‘Zézito' (José Sócrates, anterior primeiro-ministro) e ‘Pedrinho' (Pedro Passos Coelho, actual primeiro-ministro): o primeiro por vezes vestia-se de rei nas festas de Vilar de Maçada, Alijó; o segundo brincava aos soldados em Vale de Nogueiras, Vila Real.

A política é comum a todos eles. Maria Assunção foi levada para o PSD pela mão do pai, um dos três fundadores da sede do partido em Valpaços. "Sempre que Sá Carneiro ia a Chaves, logo a seguir ao 25 de Abril, nós íamos também", conta o pai, referindo-se a ele, à mulher e às três filhas, três Marias - em homenagem à avó paterna. Maria Assunção Esteves, ainda adolescente e militante da JSD, "preparou um discurso para o líder do então PPD/PSD. Foi até a primeira pessoa a falar" - prossegue o pai. "Depois do jantar, ele discursou e disse que tinha sido preciso ir a Chaves para ouvir as palavras de uma jovem a quem nem a beleza faltava". O discurso mereceu-lhe o elogio de Sá Carneiro que lhe vaticinou sucesso: "A Assunção ainda vai dar que falar". Mais tarde, voltou a elogiar-lhe a coragem de ter votado sozinha contra uma RGA (Reunião Geral de Alunos), numa faculdade que fervia à esquerda. "O poder de um voto único tem outro peso", disse.

Estudante com convicções

Inspirada pela política, a jovem trocou a pacata Valpaços pela agitada Lisboa, onde estudou Direito na Universidade Clássica. Naquele tempo, entre 76 a 80, o meio universitário era de grande mobilização. "A liberdade, a sensibilidade política era transversal a todos os que, como nós, chegámos à idade adulta no período pós-25 de Abril. Era o período de transição, entre a agitação que existiu imediatamente a seguir à revolução e a estabilização, no sentido da normalidade", lembra o socialista António Vitorino, que a acompanhou durante os anos de faculdade, quando ali também estudavam Durão Barroso, Santana Lopes e Celeste Cardona. "A Assunção distinguia-se porque sempre foi do mesmo partido. Numa altura em que era grande a polarização política, pois a faculdade tinha sido dominada pelo MRPP, ela era reconhecida e referenciada exactamente por ser do PSD", diz Vitorino, que elogia o espírito livre da antiga colega. "Ela mantém o sotaque transmontano, que lhe dá muita graça, porque é uma pessoa muito natural. É o que os ingleses definem como uma ‘outspoken', diz tudo o que pensa".

No quadro de honra

Desde os primeiros anos de escola - no Lar Amor de Deus, em Valpaços, cuja mensalidade custava 500 escudos (hoje, com o valor da inflação, equivalente a 160 euros) - que Assunção Esteves tinha "o dom da palavra", descreve o então professor Manuel Cerqueira da Mota, 76 anos. "Era das melhores alunas que tive e o engraçado é que eu era de ciências e ela seguiu letras. Era excelente garota, educadíssima, boa comunicadora, sempre muito viva, alegre. E excepcionalmente inteligente".

O nome de Assunção estava sempre no quadro de honra da escola, conta Adelaide Oliveira, um ano mais nova. Também Leonardo Batista, autarca do PSD no concelho, recorda-a: "destacava-se na escola pela sua inteligência. Era uma miúda bonita, elegante".

Junto ao jardim da terra onde Assunção nasceu, e que chegou a ter 30 mil habitantes - população reduzida hoje a perto de 17 mil - mantém-se o cabeleireiro onde ela ia desde pequena. Izilda Mimoso, 70 anos, é cabeleireira numa sala da sua própria casa. "Antigamente os cortes eram curtinhos, mais funcionais. As pessoas não andavam tanto nas cabeleireiras", recorda, enquanto coloca rolos no cabelo de uma cliente. "Ela chegou a fazer um corte à ‘Malvina' [personagem da telenovela ‘Gabriela'], mais desbastado atrás. E recordo-me também que sempre foi mais loirinha do que as irmãs. Agora se calhar pinta o cabelo. Ela usa um penteado curto porque é uma moça prática, lava o cabelo e pronto".

Vida nova na capital

Quando Assunção Esteves se mudou para a capital, morava com uma das irmãs na avenida Almirante Reis. O quarteirão junto à praça do Areeiro está agora quase despovoado, mas ainda há quem recorde a jovem estudante de Direito, então com penteado à Lady Di. "Lembro-me perfeitamente de a ver passar na rua. Era alta e muito simpática, tinha sempre um ar sorridente", diz Maria Almeida, 48 anos, uma antiga vizinha.

Assunção Esteves vivia "numa casa de família", por onde passaram as três irmãs. Tomava café na pastelaria S. João, na avenida de Paris, na mesma rua onde visitava o engenheiro Febrer, antigo administrador da CUF, e amigo dos Esteves . "Eram umas raparigas muito pacatas, boas estudantes, moravam no mesmo prédio onde vivia uma pianista da Gulbenkian. Depois fomos acompanhando o seu percurso na televisão", diz um dos moradores, com perto de 80 anos.

"Fiquei emocionada ao saber que se lembram de mim", confessou a presidente da Assembleia da República. "Gostei muito de viver ali, era uma zona movimentada, mas ao mesmo tempo familiar, acolhedora, com uma certa elite lisboeta. Tenho muito boas recordações, fiquei mesmo comovida", diz a jurista que deixa marca por onde passa.

Em Valpaços também poucos ficaram surpreendidos com a nomeação de Assunção Esteves, que, por ali, prefere não ser tratada por ‘doutora'. Eduardo Barreira, 62 anos, antigo empregado da alfaiataria do pai, é quem assegura hoje a manutenção do prédio - três andares, que já teve um pronto-a-vestir, alfaiataria e casa de habitação com quatro quartos, construído há pouco mais de 40 anos. Cuida também dos cinco hectares de terreno que cultiva para seu próprio proveito (até que as propriedades sejam vendidas). Os pais da presidente da Assembleia da República deixaram a terra há 12 anos - pouco depois de Manuel Esteves ter sido operado à vesícula - e desde há seis que lá não voltam. Mudaram-se para Olhão, perto de onde vive a filha mais velha, Maria Efigénia (57 anos), conservadora no registo predial. A mais nova, Maria Madalena, de 52, é médica no IPO, em Lisboa.

Outro ex-empregado da alfaiataria, Aires Martiniano, 63 anos, conta que o pai de Assunção Esteves deu uma "educação extrema" às filhas mas, das três, "só ‘Mariazinha' podia estar na política. Ela sempre foi mais expansiva. Manifestava-se. Não foi por acaso que, aos 17 anos, já entrava em comícios". Qualidades às quais outro ex-empregado do pai, José Borges, 57 anos, acrescenta: "Ela era muito amiga de todos. A mim ajudou-me muito porque eu andava no 5º ano à noite e ela, que era muito inteligente, dava-me explicações de Português e de Matemática". Para compensar, José, que tem uma pastelaria entre a casa da família Esteves e a igreja, é quem dá a Assunção o melhor pequeno-almoço na cidade. "Na altura das vacas loucas, deixou de comer pastéis de carne. Antes de sair de Lisboa a caminho de Valpaços, ligava-me a pedir pastéis de galinha".

O casamento

A vida em Lisboa nunca mudou a senhora presidente. Exigente com os próprios conhecimentos, a jovem licenciada em Direito somou ao currículo um semestre de Ética, com a professora Cristina Beckert, do curso de Letras, e estudou alemão no Goethe Institut "para poder citar a seriedade do discurso no Direito", conta Assunção, que também fala fluentemente francês e inglês e "arranha" espanhol e italiano, graças ao ouvido treinado nas aulas de latim do secundário.

Briosa na carreira e no estudo - fez um doutoramento sobre o tema do direito à resistência e foi bolseira na Alemanha - todo o seu percurso é profundamente marcado pelo espírito da academia. Na faculdade fez amigos para a vida. Foi lá que conheceu José Lamego, ex-dirigente socialista com quem esteve casada 15 anos, e que à Domingo se limitou a remeter para as palavras que disse no hemiciclo: "É uma excelente escolha". O casal nunca teve filhos. Foi também na faculdade que a nova presidente do Parlamento ganhou o fervor constitucionalista, quando os "dois bons alunos", Assunção e António Vitorino, foram convidados para assistentes do professor Jorge Miranda, na cadeira de Direito Constitucional.

Deputada com Cavaco

Em 1987, na primeira maioria absoluta de Cavaco Silva, Assunção Esteves foi eleita deputada pelo círculo de Vila Real e as intervenções da menina doce com fortes convicções foram ganhando forma. Passados dois anos reencontra o socialista António Vitorino: "Fizemos a revisão constitucional e, nesse ano, fomos os dois eleitos para o Tribunal Constitucional pela Assembleia da República".

O nome de Assunção Esteves ganha fama ao tornar-se a primeira mulher juíza do Tribunal Constitucional. Tinha apenas 33 anos. "Não foi escolhida por ser mulher, mas por mérito pessoal", afirma Luís Marques Mendes, ex-líder do PSD. "Nessa altura já tinha provado que é uma pessoa de grande talento, com bom percurso académico e de trabalho jurídico. Foi natural a sua chegada".

A "qualidade, espírito de abertura e capacidade de diálogo com todas as forças políticas" são características da actual presidente da Assembleia da República, que se distinguiram também no Parlamento Europeu, onde esteve de 2004 a 2009. Marques Mendes sublinha que "o consenso e prestígio da Assunção Esteves vai além do universo laranja. É uma capacidade que ela tem".

Crente num "futuro de grandes estados federados", Assunção Esteves não deixou indiferente o Parlamento Europeu. Levou para Estrasburgo um gosto pela literatura, que estendeu a outros deputados, e uma "atitude serena mas com um grau de persistência assinalável", explica Miguel Portas, eurodeputado pelo Bloco de Esquerda. Indiferente a cores políticas, a actual presidente da Assembleia marcava encontros com os parlamentares ora na livraria Kléber, uma das suas preferidas na cidade francesa, ora nos debates a favor do federalismo. "É uma divergência de opinião que tenho com ela e cheguei a fazer humor com a sua persistência. Dizia na brincadeira que não sabia se ela acreditava mais na Bíblia ou na constituição europeia. Mas dentro da família social-democrata ela sempre foi uma mulher de fortes convicções. Em matéria de costumes e comportamentos, de liberdades cívicas e de liberdade de imprensa", frisa Miguel Portas, "sempre disse o que pensava, mesmo que fosse dissonante do seu grupo parlamentar".

Mulher de fé, Assunção Esteves evocou a "alegria cristã" no discurso de tomada de posse. Dedicou o momento "a todas as mulheres, às mulheres políticas, que trazem para o espaço público o calor da entrega e a matriz do amor, mas, sobretudo, às mulheres anónimas e oprimidas". E prometeu fazer "de cada dia um esforço para a redenção histórica da sua circunstância".

O sonho do pai

Manuel Esteves nunca falou com a filha a propósito da sua nomeação. "O que havia de dizer um pai? Não tinha palavras para me exprimir. Quando a minha filha foi tão ovacionada na Assembleia da República ainda me emocionei por ver um sonho meu realizado", confessa.

A confiança no "ser humano como factor de mudança" é uma característica da 12ª presidente da Assembleia da República, garante Luís Campos Ferreira, do PSD, que estava a seu lado quando Assunção Esteves ouviu o resultado da votação - 186 votos a favor, depois da desistência de Fernando Nobre. Nesse momento sentiu, como sente sempre que está com a companheira de partido, "uma atmosfera positiva e de enorme liberdade. Há pessoas que nos põem constrangidos, que carregam o peso das instituições, mas a Assunção, pelo contrário, é livre e gosta de fazer profundas reflexões sobre todos os assuntos, mantendo sempre a sua convicção pessoal".

O deputado, que cimentou a proximidade com Assunção Esteves em 2002 quando esta presidiu à Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, acredita que as intervenções da nova presidente serão marcadas pela "liberdade de pensamento. É uma mulher descomplexada, seja em questões sociais ou de outra natureza, com uma aproximação muito filosófica ao Direito".

Sobre a sua eleição e o peso que o destino lhe deitou em mãos, Assunção Esteves resume numa frase: "Sei que a vida não me exigirá mais do que eu puder dar".

A jurista que lê filosofia e tem forte veia literária

A paixão pelas letras vem dos bancos da escola primária. Foi cimentada ao sabor do percurso de vida de Assunção Esteves e colmatada numa amizade recente com Eduardo Lourenço, que considera "o maior pensador português". Sem nunca ter perdido a verve, apesar de amarrada a um rígido curso de Direito - Marcelo Rebelo de Sousa, que foi seu professor, elogia a "fluidez do discurso, quer oral, quer escrito" -, a presidente da Assembleia da República tem na literatura um porto de abrigo. "Aproximei-me do alemão para melhor entender a seriedade do Direito, mas a língua também me aproximou da literatura. Hoje consigo ler Kafka e Kant sem tradução", conta. "Fiquei comovida quando, no dia após a minha eleição, a Pilar, viúva do Prémio Nobel, me enviou o livro ‘As Palavras de Saramago', e, na página 287, estava o texto que eu escrevi para um jornal aquando da sua morte", revela Assunção Esteves, que também escreve "umas coisas". Conta o pai da presidente que quando ela estudava no Lar Amor de Deus, em Valpaços - que frequentou até ao 5.º ano - escreveu uma redacção sobre a avó paterna, que foi bastante elogiada por um dos padres: "Uma pessoa lê aquela redacção e é como se estivesse a ver a avó", recorda Manuel Esteves. É a veia literária.

 



publicado por AJREIS às 20:44
Quarta-feira, 22 de Junho de 2011

Depois da rejeição de Fernando Nobre, a deputada do PSD Assunção Esteves foi, na terça-feira passada, dia 21 de Junho, eleita presidente da Assembleia da Republica, à primeira volta com 186 votos a favor.

É a primeira mulher no segundo cargo público mais importante em Portugal. Assunção Esteves, de 54 anos, torna-se assim a primeira mulher a presidir a Assembleia da República, eleita à primeira volta com 186 votos entre 230 possíveis, com 41 votos brancos e um nulo.

A eleição de Assunção Esteves ficou desde logo garantida quando Nuno Magalhães, líder parlamentar do CDS, anunciou que apoiaria a nova escolha do PSD para desempenhar o cargo de presidente da AR.

Maria Assunção Andrade Esteves é natural de Valpaços e foi eleita deputada pela primeira vez em 1987, pelo círculo de Vila Real, aquando da primeira maioria absoluta do PSD com Cavaco Silva. Integrou novamente as listas de deputados em 2002, já com Durão Barroso no Governo, tendo sido escolhida para presidir à Comissão Parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias.

Integrou a lista da coligação PSD/CDS-PP para as europeias, em 2004, tendo sido eleita eurodeputada.

Quando Pedro Passos Coelho se candidatou pela primeira vez à liderança do PSD, em 2008, contra Manuela Ferreira Leite e Pedro Santana Lopes, Assunção Esteves declarou-lhe apoio, considerando que este representava “o renascer de uma linha social liberal há muito esquecida” no partido.

Nas legislativas de 5 de junho, foi eleita pelo círculo de Lisboa, onde ocupou o sexto lugar da lista de candidatos do PSD.

Assunção Esteves entra assim para a História como a primeira mulher a presidir à Assembleia da República.

@actual



publicado por AJREIS às 13:46
Quinta-feira, 16 de Junho de 2011
16 de Junho de 2011, 16:05

 

Valpaços, 16 jun (Lusa) - O padre de Valpaços, Manuel Alves, recusou rezar uma missa pedida pela tia da jovem de 16 anos a quem "negou" dar a hóstia por causa do decote, por ser sua familiar direta.

Felicidade da Cruz, residente em Valpaços, explicou à Agência Lusa que, no passado dia 11 de junho, foi à Igreja Matriz falar com o pároco para marcar a missa de sexto mês de falecimento do marido e tio da jovem.

Enquanto folheava a agenda para determinar a data da eucaristia, referiu, "o padre perguntou-me se eu era familiar da jovem que foi a um programa televisivo e eu, sem qualquer problema, disse-lhe que era tia".

 



publicado por AJREIS às 16:32
Terça-feira, 07 de Junho de 2011

 

Autoridades suspeitam que pode ser de idoso desaparecido em Maio

Valpaços: Descoberta de crânio humano motiva investigação da PJ

A Policia Judiciária de Vila Real está a investigar um crânio humano encontrado, no domingo, em Sanfins, Valpaços, que as autoridades suspeitam ser do idoso desaparecido da Misericórdia a 1 de Maio.

O crânio foi trazido para a aldeia de Sanfins por um cão e encontrado por um popular que deu o alerta à GNR de Valpaços, adiantou a fonte policial.

Posteriormente, o crânio foi recolhido pela PJ de Vila Real, responsável pela investigação, e levado para análise.

Estão em curso buscas para descobrir o cadáver e vestígios que possam indicar a quem pertence o crânio, que se estendem a todo o concelho.

Contudo, as autoridades adiantam que "há fortes possibilidades" de o crânio ser do octogenário desaparecido da Santa Casa de Valpaços.

Apesar das buscas levadas a cabo por elementos da GNR, dos bombeiros de Valpaços, do Grupo de Intervenção, Protecção e Socorro (GIPS) de Vidago, coordenadas pela PJ, ainda não foram encontrados "quaisquer vestígios".

O idoso da Unidade de Apoio Integrado da Misericórdia de Valpaços, de 87 anos, está desaparecido desde 1 de Maio.

Antero Pereira, natural de Veiga do Lila, Valpaços, além de ter Alzheimer, tinha problemas de visão, dificuldade de mobilidade e um discurso desorientado, pelo que estava na Unidade desde Janeiro à espera de uma vaga num lar de terceira idade.

No dia do desaparecimento, o octogenário estava amarrado a um cadeirão, para prevenir fugas, mas conseguiu libertar-se e terá escapado pela porta de emergência, dado que as janelas têm grades e a porta principal está trancada à chave.

A responsável da Unidade, Zélia Vasco, afiançou à agência Lusa, na altura do desaparecimento, que o idoso já tinha feito algumas tentativas de fuga, mas sem êxito.

As buscas para encontrar o utente nunca foram suspensas e centraram-se "principalmente" em Valpaços, mas "nunca foi encontrado qualquer indício", ressalvou fonte policial.



publicado por AJREIS às 10:36
Quinta-feira, 19 de Maio de 2011

 

O pastor Amândio Gomes Queiroga, 62 anos, guardava o rebanho com a ajuda do seu único filho, José Manuel, de 32 anos. Sem que nada o fizesse prever, o cunhado Alexandre, taxista de 69 anos, disparou três tiros de caçadeira.

Foi ontem, às 11h00, em Quintela, Valpaços, num terreno em frente às casas de ambos. Amândio teve morte imediata. O filho ainda foi transportado com vida ao Hospital de Vila Real, mas não resistiu aos ferimentos.

Depois de cometer o crime, Alexandre saiu calmamente do terreno e entregou a arma a uma vizinha. Seguiu depois de carro para o Centro de Saúde de Ferrugende, a escassos quilómetros do local, para uma consulta de rotina. Foi interceptado pela GNR quando media a tensão arterial e depois entregue à Polícia Judiciária, que formalizou a detenção. É hoje presente ao tribunal de instrução criminal, para ser interrogado.

Sem testemunhas do crime, os vizinhos e familiares apenas fazem conjunturas. Os desentendimentos entre ambos eram antigos, e muitos agoiravam uma desgraça. Há muito que não se entendiam, e a tensão era permanente. "As zangas entre eles já são antigas, e mais tarde ou mais cedo já se sabia que ia dar nisto", disse ao CM Maria Queiroga, irmã e tia das vítimas. Para Laurentina, outra irmã, só a ganância pode explicar o bárbaro homicídio.

"Eles não podiam ver nada um do outro. Se um comprava alguma coisa, o outro tinha de comprar logo melhor. Foi essa loucura pelo dinheiro que levou a esta desgraça", recordou Ana Lúcia, uma vizinha.

Outros testemunhos dão conta das mesmas desavenças permanentes. Amândio, também vizinho, diz que a aldeia temia este desfecho.

"Um lavrava e logo de seguida o outro passava. Eu sempre disse que isto ainda ia dar em desgraça", acrescenta Manuel, primo do homicida e do pastor, inconsolável com o que aconteceu.

fonte:CM



publicado por AJREIS às 10:23
Quinta-feira, 31 de Março de 2011

O Hospital de Valpaços, administrado pela Santa Casa, encerrou a 11 de janeiro por falta de acordo com a Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte e os cerca de 40 funcionários ficaram sem emprego.

Os manifestantes, que na última concentração se exaltaram e arrombaram os portões da Santa Casa, encontraram hoje os portões fechados a cadeado e um maior reforço policial.

Uma das funcionárias, Guilhermina Ribas, disse à Lusa estar cansada desta situação e desta incerteza porque "nada tem sido feito, e os trabalhadores continuam sem ser reintegrados".

Aliás, acrescentou, a situação está a tornar-se cada vez mais complicada: "estamos desde janeiro sem vencimento, pelo que muitos de nós tiveram de recorrer às suas famílias".

"Neste momento, estamos sem expetativas e não sabemos como vamos pagar as nossas despesas sem receber os salários em atraso", referiu outro funcionário, Vítor Teixeira.

Vítor disse ainda que os funcionários estão a "reclamar" o que é deles e o que ficou decidido em tribunal.

Na providência cautelar interposta pela Misericórdia para gerir o hospital, deferida a seu favor, lê-se que a entrega da gestão da Lusipaços à Santa Casa prevê a transferência dos "contratos celebrados com os seus trabalhadores (...) com vista a, de imediato, assegurar a continuação dos mesmos quadros como trabalhadores da requerente".

Segundo os funcionários, no dia 15 de março, em audiência de tribunal, ficou esclarecido que a Misericórdia teria "uma semana" para pagar o salário de janeiro e um mês para regularizar a situação dos trabalhadores.

O provedor da Santa Casa, Eugénio Morais, em declarações aos jornalistas frisou que não deu cumprimento à decisão do tribunal porque a Lusipaços, antiga administradora do hospital, entrou em insolvência.

"Legalmente não podemos movimentar o dinheiro porque tem que ser entregue à massa insolvente", disse, acrescentando que não pode readmitir os funcionários porque "o hospital está fechado por falta de acordo com a ARS Norte".

A ARS Norte afiançou, a 23 de fevereiro, que iria celebrar um novo acordo com a Misericórdia desde que "estivessem concluídas as obras necessárias".

A Lusa contactou a ARS Norte que referiu prestar declarações "mais tarde".

Os manifestantes dirigiram-se à Câmara de Valpaços para falar com o presidente que afirmou que "tudo o que era possível fazer já foi feito".

Posteriormente, queriam concentrar-se frente à residência do provedor para "obter" esclarecimentos, mas a GNR avisou que não era possível porque a manifestação só estava autorizada frente ao hospital.

fonte: lusa


 

 



publicado por AJREIS às 14:12
Domingo, 27 de Março de 2011

Os cerca de 40 funcionários do Hospital de Valpaços, encerrado a 11 de Janeiro, vão manifestar-se esta Segunda-feira (28 de Março), pelas 9 horas frente à unidade de saúde, em reclamação pelos seus postos de trabalho e salários em atraso.
O Hospital de Valpaços, administrado pela Santa Casa, encerrou por falta de acordo com a Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte e os cerca de 40 funcionários ficaram sem emprego e “na dúvida” quanto ao seu futuro profissional.
No mês de Fevereiro, os trabalhadores e a população local manifestaram-se durante três dias frente à unidade hospitalar “exigindo” a sua reabertura e a reintegração dos funcionários.
A ARS Norte, a União das Misericórdias, a Santa Casa e a Câmara de Valpaços reuniram, a 23 de Fevereiro, e ficou a garantia por parte da ARS Norte da celebração de um novo contrato com a Misericórdia desde que “fossem concluídas as obras necessárias” no hospital.
Contudo, o Hospital de Valpaços continua encerrado e os funcionários sem emprego e com os salários em atraso desde Janeiro.
“Esta situação está a tornar-se insustentável e a complicar-se cada vez mais, não temos qualquer fonte de rendimento. Por isso, estamos a sensibilizar a população a juntar-se aos trabalhadores na Segunda-feira porque a luta é de todos, a reabertura do hospital é fundamental para os cidadãos. adiantou à Lusa um dos funcionários, Vítor Teixeira, que adiantou ainda que “a 15 de Março ficou esclarecido, em audiência de tribunal, que a Misericórdia teria um mês para regularizar a situação dos trabalhadores e uma semana para pagar o vencimento de Janeiro, mas a Misericórdia ainda não o efectuou”.
O provedor da Misericórdia, Eugénio Morais, afirmou à Lusa que “esta situação não é verdadeira, pois os trabalhadores são da Lusipaços e não da Santa Casa. Além disso, não podemos contratar os funcionários porque a ARS Norte ainda não estabeleceu novo acordo com a Misericórdia, apesar das obras estarem concluídas. A reabertura do hospital não depende de nós”.

Jornal Norte/Lusa



publicado por AJREIS às 22:28
Domingo, 13 de Março de 2011

O Tribunal Judicial de Valpaços decretou prisão preventiva para homem detido na quinta-feira, em Valpaços, por suspeitas de tráfico de estupefacientes.

 

Ao  homem de 34 anos, natural de Valpaços, foi imputado o crime de tráfico de estupefacientes.

Terminado o interrogatório judicial, o detido foi encaminhado pelas  autoridades para o Estabelecimento Prisional de Chaves onde vai permanecer até julgamento.

O homem foi detido na quinta-feira, pelo Núcleo de Investigação Criminal da GNR de Chaves no âmbito de uma operação de combate ao tráfico de droga.

No decorrer das diligências, foram-lhe apreendidas 207 doses de heroína, 357 euros, um motociclo, uma balança digital de precisão utilizada na pesagem dos produtos, vários utensílios para manuseamento da droga, três telemóveis e cartuchos.

A 28 de Setembro de 2010, o suspeito foi identificado pelas autoridades na posse de 151 doses de heroína. 

Segundo fonte da GNR, citada pela agência Lusa, o detido estava já referenciado pelas autoridades pela prática do mesmo crime, tendo mesmo cumprido pena de prisão em Portugal e Espanha. 

fonte CM



publicado por AJREIS às 14:02
Quinta-feira, 24 de Fevereiro de 2011

A Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte vai estabelecer um novo protocolo com a Misericórdia de Valpaços, proprietária do hospital local, e possibilitar a reabertura desta unidade de saúde, revelou fonte autárquica.

Esta quarta-feira, a ARS Norte, a União das Misericórdias, a Santa Casa e a Câmara de Valpaços reuniram e, segundo o presidente da autarquia local, Francisco Tavares, "a ARS Norte garantiu que irá estabelecer novo protocolo com a Misericórdia".

Por isso, referiu, "o Hospital de Valpaços irá reabrir com as mesmas valências".

O Hospital de Valpaços, administrado pela Santa Casa, encerrou a 11 de Janeiro por falta de acordo com a ARS Norte e os cerca de 40 trabalhadores ficaram sem emprego e na "incerteza" quanto à sua situação profissional.

Durante três dias, os habitantes do concelho de Valpaços manifestaram-se frente ao hospital, "exigindo" a reabertura da unidade de saúde e a reintegração dos seus funcionários.

Quanto aos trabalhadores, Francisco Tavares afirmou que "irão ser reintegrados, sob as mesmas condições salariais, à medida que as diferentes valências forem reabrindo".

fonte: JN



publicado por AJREIS às 14:11
Quarta-feira, 16 de Fevereiro de 2011

Comeram, beberam e roubaram material cujo montante final ronda os 4 mil euros. Foi em Valpaços, na madrugada de quinta para sexta-feira.

Quando fechou o estabelecimento perto da meia-noite, o Sr. Chaves, como é conhecido na cidade, estava longe de imaginar o que o aguardava. Cerca das 7:20 horas de sexta-feira, 11 de Fevereiro, as funcionárias da limpeza do prédio Valparaíso, onde tem o Café Paraíso, davam o alerta. O vidro estava partido e havia sinais de furto.

Feitas as contas, os larápios levaram o plasma que se encontrava no estabelecimento, uma aparelhagem, tabaco e garrafas de whisky. No local havia também indícios de que terão comido “paniques” e sumos. Os prejuízos rondam mais de 4 mil euros.

O proprietário tem seguro e também alarme, mas este não terá disparado. Suspeita-se que os cabos do sistema de alarme tivessem sido cortados num outro momento, para que na hora do assalto não houvessem sinais. Alguns vizinhos dizem agora que terão ouvido barulho, mas não deram importância.

A GNR de Valpaços esteve no local e também o Núcleo de Investigação Criminal da GNR de Chaves, que está a investigar o caso.

 



publicado por AJREIS às 14:04
Terça-feira, 15 de Fevereiro de 2011

A população de Valpaços voltou a concentrar-se hoje em frente ao hospital local, encerrado há um mês, e acabou por forçar a entrada na unidade hospitalar para falar com o provedor da Misericórdia.

 



publicado por AJREIS às 14:26
Sexta-feira, 11 de Fevereiro de 2011

Ânimos exaltados marcaram esta sexta-feira uma manifestação popular com 600 pessoas em frente ao hospital de Valpaços e resultaram em alguns vidros partidos e à intervenção da GNR.

Os populares manifestaram-se frente ao hospital, encerrado há um mês, para reivindicar à Misericórdia, gestora do espaço, a reabertura da unidade e a reintegração dos seus 40 funcionários.

O hospital de Valpaços, gerido pela Santa Casa, encerrou por falta de acordo com a ARS Norte e os cerca de 40 trabalhadores foram "obrigados" a gozar os 22 dias úteis correspondentes às férias a que teriam direito.

As férias terminaram quarta-feira e os trabalhadores estão sem receber o vencimento de Janeiro e na "incerteza" quanto à sua situação profissional.

O assessor de imprensa da ARS Norte, Antonino Leite, confirmou à agência Lusa que o protocolo entre a Santa Casa e a ARS Norte cessou, mas que "está a ser estudada a possibilidade de um novo acordo com a Misericórdia de Valpaços".

Maria Carolina Borges, residente em Valpaços, considera que "a manifestação devia ter sido feita logo aquando do encerramento do hospital".

Adiantando que, "agora, as pessoas vão ter de pagar para se deslocar a Chaves ou Mirandela e nem toda a gente tem essa possibilidade".

Os funcionários do Hospital de Valpaços fizeram circular, entre a população, um abaixo-assinado para exigir a reabertura da unidade hospitalar e a reintegração dos trabalhadores.

Uma das funcionárias, Ângela Moura, garantiu que pretendem ver esclarecida a "sua situação contratual porque, até agora, ninguém disse nada" aos trabalhadores.

O provedor da Misericórdia, Eugénio Morais, reafirmou à Lusa que "os trabalhadores são da Lusipaços e não da Santa Casa".

Se o hospital reabrir, disse, "funcionará apenas como bloco operatório e consultas especializadas e, por isso, não será necessário manter tantos funcionários".

Na providência cautelar entreposta pela Misericórdia para gerir o hospital, deferida a seu favor, lê-se que a entrega da gestão da Lusipaços à Santa  Casa prevê a transferência dos "contratos celebrados com os seus trabalhadores  [...] com vista a, de imediato, assegurar a continuação dos mesmos quadros  como trabalhadores da requerente".

O presidente da câmara, Francisco Tavares, esteve na manifestação "solidário" com os funcionários e a população porque o hospital é "um bem essencial".

Para lutar pela reabertura do hospital de Valpaços, a população vai concentrar-se, novamente, frente à unidade hospitalar na segunda-feira, às 09h00.




publicado por AJREIS às 22:02
Quinta-feira, 10 de Fevereiro de 2011

 

A Polícia Judiciária anunciou hoje a detenção de 11 pessoas suspeitas do tráfico de armas, numa operação desencadeada na região transmontana e que culminou na apreensão de várias armas e 200 quilos de explosivos.

O inspetor chefe da unidade local da PJ de Vila Real, António Torgano, explicou que a operação “Nordeste Explosivo” culminou uma investigação de tráfico e posse ilegais de armamento e explosivos, que foi desencadeada em vários concelhos transmontanos como Valpaços, Chaves, Vila Real, Macedo de Cavaleiros ou Mirandela.

Segundo o responsável, foram detidos 11 homens, com idades compreendidas entre os 40 e 60 anos.

No decurso da investigação, foram apreendidos cerca 200 quilos de explosivos, nomeadamente goma 2eco, mais de 3000 detonadores, milhares de metros de rastilho e cordão detonante e 13 armas de fogo, incluindo uma espingarda metralhadora G3, caçadeiras, caçadeiras de canos serrados e carabinas.

António Torgano referiu que esta investigação se “conjuga com um trabalho de sapa da PJ na área da investigação do tráfico de armas nesta zona do nordeste transmontana”, o qual considera ser um “fenómeno criminal que muito preocupa a polícia e que permitiu estes resultados”.

O responsável explicou que os explosivos por regra se destinam a um “tipo de actividade ligada à exploração de pedreiras”, mas referiu que são materiais também “suscetíveis de serem utilizados noutro tipo de práticas criminais como terrorismo”.

A PJ envolveu nesta operação todos os elementos da unidade de Vila Real, os quais contaram as com o apoio da GNR de Vila Real e a PSP de Vila Real e Mirandela.

Os detidos estão a ser ouvidos no Tribunal de Alfandega da Fé para aplicação de medidas de coação.

@LUSA


publicado por AJREIS às 13:59
Segunda-feira, 31 de Janeiro de 2011

Valpaços era o único concelho do distrito, à excepção de Vila Real e Chaves, que ainda tinha direito a Urgências 24 horas por dia. Deixou de ter.

Hospital de Valpaços

O telefone toca, toca, mas ninguém atende no Hospital de Valpaços. Neste momento, a unidade hospitalar está “praticamente fechada” e apenas as valências de fisioterapia e meios complementares de diagnóstico estão disponíveis.

Depois de toda a polémica que preencheu várias páginas de jornais nas últimas semanas e meses, a população depara-se agora com a realidade: não há hospital, nem assistência médica durante a noite.

Como já tinha sido anunciado, a Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte terminou o protocolo entre as unidades sob a alçada de misericórdias e o SNS, (Serviço Nacional de Saúde), e os utentes deixaram de beneficiar do Serviço de Atendimento Permanente (SAP).

Esta questão parece ter ficado para segundo plano enquanto era definido quem ficaria a gerir o hospital. Na primeira semana de Janeiro, a gestão da unidade hospitalar valpacense, antes a cargo da Lusipaços, foi entregue, por ordem do tribunal, à Santa Casa da Misericórdia de Valpaços (SCMV). O acordo para a gestão do hospital entre a Misericórdia e a Lusipaços só deveria terminar em 2014. No entanto, a Santa Casa decidiu pôr fim ao contrato este ano, recorrendo à cláusula do contrato que o previa caso houvesse cessação do protocolo que a Misericórdia mantinha com a Administração Regional de Saúde do Norte (ARSN) e que o hospital pudesse tratar doentes do Sistema Nacional de Saúde. Contudo, depois de vários meses sem chegarem a acordo sobre a rescisão, a Misericórdia interpôs a providência cautelar, que foi deferida a seu favor.

Provedor acredita na reabertura com “outro rosto”

A Lusipaços, empresa que geria o hospital há dez anos, contestou, ao que conseguimos apurar, a decisão do tribunal em entregar a gestão do hospital à SCMV. Esta aguarda, agora, que possam ser celebrados novos acordos com a ARS Norte, a única forma de tornar a unidade viável. Enquanto isso, estão a ser levadas a cabo obras nas instalações, a fim de cumprir a legislação em vigor, conforme referiu ÀVoz de Chaves, Eugénio Morais, Provedor da SCMV: “estamos a fazer obras um pouco por todo o edifício, desde o pavimento à electrificação, no bloco operatório,etc. São obras que já deveriam ter sido feitas”.

Depois dos serviços “suspensos”, Eugénio Morais acredita que o Hospital de Valpaços vai reabrir com “outro rosto”. O responsável não aponta uma data, mas defende que à unidade hospitalar voltarão as consultas de especialidade, os internamentos, as cirurgias e outros serviços.

Cerca de 40 trabalhadores com férias forçadas

As mudanças na gerência afectaram não só a população, mas também cerca de quatro dezenas de trabalhadores que há mais de duas semanas se encontram de “férias forçadas”.

Segundo conseguimos saber, os trabalhadores não sabem o que esperar do futuro profissional no Hospital de Valpaços e apenas acordaram que gozariam os 22 dias úteis, que corresponderiam às férias que teriam direito.

Eugénio Morais não assume responsabilidade quanto aos trabalhadores, mas diz estar aberto a um acordo. “Os trabalhadores não são nossos, são da Lusipaços. Faz parte das intenções da Santa Casa integrar alguns, que nós conhecemos e sabemos que são bons profissionais, mas com novas condições, ou seja, fazendo novos contratos, com aquilo que achamos justo”, referiu.

Urgências já não voltam para Valpaços

Horário do Centro de Saúde de Valpaços foi alargado

As urgências, como se chama vulgarmente ao Serviço de Apoio Permanente não voltam a Valpaços. Depois de terminado o acordo com a ARS Norte, a solução passou por alargar o horário de funcionamento do Centro de Saúde. Desde o passado dia 15 passou a estar aberto aos sábados, domingos e feriados como forma de responder às necessidades da população. De segunda a sexta-feira, a unidade de saúde está aberta até às 20 horas e aos sábados, domingos e feriados, das 9h00 às 13h00, podendo este horário ser alargado se o número de ocorrências assim o justificar.

Esta era uma decisão, segundo conseguimos apurar, que já era aguardada pelas entidades responsáveis, pois não se justificaria, dado o número médio de ocorrências durante a noite ser reduzido.

Para qualquer ocorrência, os utentes terão de deslocar-se a unidades hospitalares mais próximas, nomeadamente Chaves, Mirandela ou Vila Real.

 

fonte: diário do Alto Tâmega e Barroso

 




publicado por AJREIS às 13:47
Domingo, 16 de Janeiro de 2011

O hospital de Valpaços está envolto numa intensa batalha jurídica. A gestão da unidade de saúde passou de mãos espanholas para a Santa Casa da Misericórdia local, a proprietária do edifício.

Ver Video RTP

 



publicado por AJREIS às 22:15

Um morto e 2 feridos

Um morto e dois feridos, um deles em estado grave, é o resultado de dois acidentes que ocorreram ontem à tarde envolvendo tractores. Em St.ª Maria de Emeres, Valpaços, Arménio Carvalho, com cerca de 50 anos, morreu esmagado depois de o tractor que conduzia ter capotado. Já em Bairrada, Ansião, o despiste do veículo agrícola feriu gravemente uma mulher, de 83 anos, e provocou ferimento ligeiros num homem, de 77. Foram hospitalizados.

Recorde-se que o Governo vai avançar brevemente com um conjunto de medidas para prevenir este tipo de acidentes, depois de ter sido aprovada por unanimidade na Assembleia da República uma proposta de resolução apresentada pela CDU.

Fonte CM



publicado por AJREIS às 22:04
Terça-feira, 04 de Janeiro de 2011

Valpaços, 03 jan (Lusa) - O rebentamento de uma caldeira a lenha usada para aquecer água, em Vilarandelo, Valpaços, provocou hoje dois feridos graves e dois ligeiros, revelou à Agência Lusa a GNR de Chaves.
Segundo a mesma fonte, os quatro feridos, todos membros da mesma família e de 47, 35, 28 e três anos, são residentes em Braga e estavam a passar férias em Vilarandelo.
"Ao que tudo indica, no momento da explosão, as vítimas estariam na cozinha onde se encontrava a caldeira e, provavelmente, terão sido projetadas com a explosão", referiu a fonte CM.



publicado por AJREIS às 14:30
Sábado, 01 de Janeiro de 2011

Foi aprovado o orçamento global para o concelho de Valpaços - Portugal

A Câmara Municipal de Valpaços já aprovou o orçamento para 2011, com projectos de actuação em várias áreas.
O montante total é de 29.159.259,00 euros, este valor é proveniente de receitas próprias, orçamentos do Estado, financiamentos comunitários e programas nacionais.

O dinheiro será destinado essencialmente à conservação de edifícios municipais, aquisição de um autocarro para transporte escolar, a construção da Casa do Vinho, o término da Biblioteca Municipal, arquivo e auditório municipal e algumas modificações para a adaptação da escola P3 em escola de música, também está previsto reformas urbanísticas e recuperação do centro antigo da cidade.

Na área educacional está incluída a conclusão do centro escolar da cidade.
A autarquia também não esqueceu do lazer dos valpacenses e aposta na criação do Parque de Lazer da Quinta do Cabeço, o Parque Nascente da cidade de Valpaços e a modernização das piscinas municipais que utilizará um projecto de eficiência energética.

Ainda dentro do orçamento está a recuperação ambiental das margens do Rabaçal, a Requalificação da EN213 da rotunda da Adega Cooperativa à Variante EN213, como também a recuperação de estradas municipais.

fonte:tvregiões



publicado por AJREIS às 22:01
Segunda-feira, 20 de Dezembro de 2010

Um incêndio destruiu por completo uma habitação em Santa Maria de Emeres, Valpaços, e desalojou um casal com cerca de 50 anos, ontem à tarde. Os bombeiros, ajudados pela população, evitaram que as chamas se propagassem a outras casas. O fogo destruiu ainda cabos eléctricos, e a aldeia estava, ao fecho desta edição, sem luz.

 

Fonte Correio da Manhã



publicado por AJREIS às 22:30
Domingo, 12 de Dezembro de 2010

organizado pelo curso profissional de animaçao socio cultural (12ºg) Agrupamento de Valpaços, com apoio do Municipio de Valpaços

Vai-se realizar A Feira do Livro, que decorrerá 14 e 15 de Dezembro, das 9.00h-12.30h/14.00-17.30h, no átrio da Escola EB1 de Valpaços,

com o tema "ESTE NATAL SEJA ORIGINAL"

 

Visite e assista a apresentação de alguns originais.

 

Programa:

 

HORA

DIA 14

DIA 15

9.30 – 10.30

1º A (F.D.L)

3º A (F.D.L)

 

 

11.00 – 11.45

1º B (F.D.L)

3º B (F.D.L)

 

11.45 – 12.30

2º A (F.D.L)

4º A (F.D.L)

 

 

2.15

HORA DO CONTO

3º A, B/4º A, B, C

HORA DO CONTO

1º A, B/2º A, B, C

2.00 – 2.45

2º B (F.D.L)

4º B (F.D.L)

2.45 – 3.00

2º C (F.D.L)

4º C (F.D.L)

 

F.D.L = formação de leitores na biblioteca (funcionamento da biblioteca e apresentação do livro

digital).

 

HORA DO CONTO  – A Autora Margarida Fidalgo, apresentará o seu livro infantil “O Pião”.

(no átrio da escola)

 



 



publicado por AJREIS às 15:35
Segunda-feira, 22 de Novembro de 2010
22 de Novembro, 2010
A Polícia Judiciária anunciou hoje a detenção de um homem de 42 anos suspeito de tentar matar, com uma arma de e fogo e em plena via pública de Valpaços, um estudante de 20 anos.

A detenção foi efectuada pela Unidade Local de Investigação Criminal de Vila Real depois de o presumível autor do crime se ter colocado em fuga, tendo sido apreendida uma pistola semiautomática de calibre 7,65 em situação ilegal, um cartucho deflagrado e munições.

Segundo refere a PJ em comunicado, os factos ocorreram quando a vítima, acompanhada de dois colegas, atravessava uma passadeira em Valpaços e o arguido saiu do automóvel que conduzia protestando contra a alegada lentidão da marcha dos peões.

A troca de palavras terá dado origem a uma luta corpo a corpo, após a qual o suspeito terá voltado à viatura para se munir de uma arma de fogo, com a qual efectuou um disparo que atingiu o estudante pelas costas, de forma superficial, causando-lhe ferimentos que obrigaram a tratamento hospitalar.

Depois de ouvido em interrogatório judicial, o detido, um técnico de reparações domésticas, ficou obrigado a prestar caução de 1500 euros e de se apresentar semanalmente às autoridades.

Lusa/SOL



publicado por AJREIS às 18:01
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